Técnica inovadora é aposta da ciência para um tipo de câncer do rim
Pesquisa com uma substância derivada da clorofila, conduzida por um brasileiro, tem resultados iniciais animadores no tratamento de um tipo de câncer de rim. O tumor urotelial do trato superior, responsável por 5% a 10% dos cânceres do trato urinário, ganha uma perspectiva de tratamento inovadora que consegue preservar o rim do paciente.
O estudo em fase 1 mostrou evidências importantes da terapia para eliminar o tumor com uma ou no máximo duas sessões. O urologista mineiro Lucas Nogueira, um dos responsáveis pela pesquisa realizada na Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, explicou como é realizada a técnica inovadora.
Nogueira destaca as vantagens para os pacientes, pelo baixo impacto que o método oferece. Após cerca de 11 meses de acompanhamento, 93% dos voluntários mantiveram o rim que tinha sido afetado pelo câncer e a função renal não foi significativamente prejudica.
O tratamento, no entanto, é contraindicado para pacientes com distúrbios de coagulação ou que fazem uso de anticoagulante. O resultado promissor levou a FDA, agência reguladora americana, a autorizar a realização de estudo fase 3, sem a necessidade da etapa anterior. A nova fase do estudo começa em abril e vai envolver cerca de 20 centros localizados nos Estados Unidos, Europa e Israel.
De acordo com o urologista, se os resultados forem mantidos, o tratamento deverá ser avaliado pela FDA para uso em três anos. O Tumor Urotelial do Trato Alto é contabilizado junto ao câncer de rim e por isso não há dados exatos sobre a incidência no Brasil. Mas se sabe que é duas vezes mais comum em homens, principalmente a partir dos 60 anos.
O câncer é assintomático, sendo descoberto muitas vezes devido ao aparecimento de sangue na urina. o aumento da frequência urinária e dor ao urinar são outros sintomas que podem levar à descoberta da doença.





