A Universidade de Brasília desenvolveu um método de castração não cirúrgica para cães e gatos. Segundo os pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da universidade, o método pode contribuir para a redução de animais nas ruas, já que a castração cirúrgica não está disponível para esse público.
A nova técnica foi patenteada pela UNB em 2020. A professora Carolina Lucci, que coordena a pesquisa, explica como funciona o método.
"Ele consiste em aplicar uma injeção de uma solução composta de nanopartículas à base de óxido de ferro nos testículos dos animais e depois submeter esses animais a ou um campo magnético, ou uma luz de LED. E com isso as nanopartículas têm a capacidade de converter as partículas do campo magnético da luz em energia térmica e aquecer os testículos de dentro pra fora, e esse aumento da temperatura que leve a esterilização dos animais".
A castração de animais ajuda no controle populacional e na redução do abandono. Também evita a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e outras patologias como tumores e infecções uterinas.
A partir de abril, o método de castração não cirúrgica começa a ser testado em gatos. Depois, vai ser adaptado para cães. E a previsão dos pesquisadores é que a nova técnica esteja disponível para aplicação em cerca de 3 anos.
*Com supervisão de Sheily Noleto





