Classificação estrelar, de Annie Cannon, foi adotada há 100 anos

Publicado em 09/05/2022 - 09:00 Por Sheily Noleto - Repórter da Rede Nacional de Rádio - Brasília

No início do século XX, a norte-americana Annie Jump Cannon classificou as estrelas como O, B, A, F, G, K ou M, das mais quentes para as mais frias. A classificação foi adotada, com pequenas adaptações, pela União Astronômica Internacional durante uma reunião em Roma, na Itália, em 9 de maio de 1922.

Na segunda metade do século XIX, em uma época onde as mulheres não eram incentivadas a integrar o mundo do conhecimento científico, Annie Jump Cannon iniciou os estudos em astronomia em um pequeno observatório no sótão de casa. Com apoio da família, estudou física e astronomia no Wellesley College. Tempos depois, Annie foi contratada como assistente na instituição. Ali passou a catalogar estrelas de acordo com o brilho aparente. O estudo culminou na classificação conhecida como “sistema de Harvard”.

Durante a trajetória na pesquisa científica, estudou fotografias astronômicas e reuniu os próprios resultados e de outros pesquisadores. Em 1901, a astrônoma ordenou os tipos de estrelas por temperatura em vez de intensidade. Para ajudar os astrônomos a memorizar a classificação, criou o ditado: 

"Oh! Be A Fine Girl - Kiss Me!", em português, "Oh! Seja uma boa garota e me beije!". Posteriormente, dividiu cada tipo em dez subtipos.

Annie Cannon catalogou manualmente cerca de 350 mil estrelas. Na publicação batizada de Henry Draper Catalog, apresentou informações sobre a posição, magnitude, movimento próprio e o espectro de milhares de estrelas.

Além da temperatura, os astrônomos também classificam esses corpos celestes pelo tamanho. Nessa categoria, as estrelas podem ser chamadas de supergigantes, gigantes brilhantes, gigantes, subgigantes, anãs ou normais e subanãs.

História Hoje

Redação: Beatriz Evaristo

Sonoplastia: Messias Melo

Edição: Rede Nacional de Rádio/ Renata Batista

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