*Matéria complementada às 16h47.
O assessor especial da Presidência e amigo pessoal do presidente Michel Temer, o advogado José Yunes pediu demissão do cargo. Em carta enviada a Temer, Yunes diz que nos últimos dias viu o nome dele jogado, no que chamou de, lamaçal de uma delação de alguém que ele não conhece.
Yunes se refere à delação premiada do ex-vice presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Claudio Melo Filho, que citou mais de 50 políticos, mas o acordo ainda precisa ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal. O executivo afirmou que o assessor de Temer teria recebido uma parcela em espécie dos recursos de uma doação destinada ao PMDB.
Mas, na carta de demissão, Yunes nega e repele com indignação a denúncia. Diz que, em respeito à família e aos amigos, não pode ver o nome dele ser enxovalhado, nas palavras dele, por irresponsáveis acusações e por isso pediu para sair do cargo.
Yunes também afirmou que aceitou o posto movido pelo interesse de ajudar o país a sair da crise que arrasou a economia. Ele também elogiou Temer e destacou que queria auxiliar o presidente, que é amigo dele há 50 anos, a colocar o país nos trilhos.
Até o fechamento dessa reportagem o Palácio do Planalto informou que não se iria se pronunciar sobre o pedido de demissão.