Com fim dos protestos, governo vai aumentar fiscalização dos preços de combustíveis
Pela primeira vez em 11 dias, a Polícia Rodoviária Federal não encontrou pontos de aglomeração de caminhoneiros em estradas federais e o Porto de Santos, o maior do país, já opera normalmente. O governo considera encerrada a greve dos caminhoneiros.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, resumiu a situação nessa quinta-feira (31).
O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, anunciou que, também nessa quinta (31), a Polícia Federal prendeu, em Porto Alegre, o primeiro empresário suspeito de usar a greve para ter mais lucros, numa prática conhecida como locaute.
Uma portaria do ministério da Justiça vai definir como os postos terão de comunicar aos consumidores a redução de R$ 0.46 no preço do litro de óleo diesel.
Esse foi um dos pontos do acordo que resultou no fim da greve dos caminhoneiros.
O ministro substituto da Justiça, Claudenir Pereira, anunciou que agora, os esforços do governo serão para tornar mais rigorosa a fiscalização sobre o preço dos combustíveis.
De acordo com Claudenir, os órgãos de defesa do consumidor já autuaram comerciantes que aproveitaram a crise de abastecimento para aumentar os preços de outros combustíveis.
Entre os órgãos federais que vão fiscalizar o preço dos combustíveis estão a Secretaria Nacional do Consumidor, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, a Agência Nacional do Petróleo e a Advocacia-Geral da União. Nos estados, o Ministério Público e os Procons também vão vistoriar os postos.