Alerj decreta luto de 3 dias por morte do ex-deputado Jorge Picciani
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decretou luto de três dias pela morte do ex-deputado estadual e ex-presidente da Casa, Jorge Picciani, de 66 anos. Vítima de um câncer na bexiga, o político morreu na madrugada desta sexta-feira (14), em um hospital de São Paulo, onde estava internado desde o dia 8 de abril.
Em nota, a Alerj disse que Picciani se notabilizou por legislar em defesa do estado e destacou a carreira política, especialmente, a trajetória à frente da Casa Legislativa, que ele presidiu por seis mandatos.
É de autoria do ex-deputado, por exemplo, a lei que garantiu vagões exclusivos para mulheres na hora do rush em trens e nos metrôs do Rio. Picciani criou também as Comissões de Ética e de Defesa do Consumidor, a TV Alerj e o Fórum Permanente de Desenvolvimento do Estado.
Jorge Picciani nasceu em 25 de março de 1955, em Mariópolis, na Zona Norte da capital fluminense, e por 30 anos atuou como pecuarista.
Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), ele foi preso em 2017, na Operação Cadeia Velha, acusado de participar de um esquema de propina no setor de transportes do estado. No ano seguinte, já em prisão domiciliar, virou alvo de outra operação, a Furna da Onça, que investigou casos de corrupção durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral.
Além de decretar luto, a Alerj ofereceu as instalações do Salão Getúlio Vargas para o velório, previsto para este sábado.
O governador Claudio Castro, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, lamentaram a morte do ex-deputado estadual. Pelas redes sociais, Castro disse que recebia com pesar a notícia do falecimento. Já o prefeito ressaltou a boa relação que mantinha não só com o político, mas também com toda a família.
Jorge Picciani deixa cinco filhos, dois deles - Leonardo e Rafael - com trajetória política no estado.





