Anderson Torres diz que não sabe quem é o autor da "minuta do golpe"

Publicado em 03/02/2023 - 10:26 Por Gabriel Brum* - Repórter da Rádio Nacional - Brasília

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres disse à Polícia Federal que não sabe quem fez a minuta do decreto para alterar o resultado das eleições. Sobre a segurança no dia dos atos golpistas, afirmou que deixou um plano preparado e que as informações não indicavam ações radicais. As respostas foram dadas no depoimento realizado nessa quinta-feira (2) e confirmadas pelo advogado do ex-ministro, Rodrigo Roca.

Anderson Torres disse que a minuta é “totalmente descartável” e “sem viabilidade jurídica”. O ex-ministro afirmou que não foi ele quem guardou o documento na estante de casa e que pode ter sido uma funcionária. Ele acrescentou que o texto é “muito ruim, com erros de português, sem fundamento legal, divorciado da capacidade dos assistentes do Ministério da Justiça em produzir o documento; que não sabe e não tem ideia de quem elaborou".

Quanto aos atos golpistas, Torres detalhou que no dia 6 de janeiro recebeu informações da inteligência que não indicavam ações radicais. Disse, também, que analisou todo o protocolo de segurança e considerou que ele estava adequado para a manifestação que poderia ocorrer. Por isso considerou que teria condições de viajar aos Estados Unidos com a família. No domingo, 8 de janeiro, Torres não estava no Brasil. O ex-secretário negou que tenha se encontrado com o ex-presidente Jair Bolsonaro, apesar de terem ficado na mesma cidade.

Anderson Torres informou também que não deixou o celular nos Estados Unidos e que perdeu o aparelho. Segundo o depoimento, “com a decretação de sua prisão no Brasil, passou a ser procurado por uma infinidade de pessoas” e que, por isso, decidiu desligá-lo. No entanto, disse que pode fornecer a senha da nuvem. De acordo com o ex-ministro, todas as conversas estão no aparelho e, se necessário for, ele entrega login e senha.

O ex-ministro da Justiça está preso desde o dia 14, no Batalhão de Aviação Operacional da Polícia Militar do DF. Ele é acusado de omissão e conivência com os atos golpistas.

*Com produção de Dayana Vítor

Edição: Leila Santos/Edgard Matsuki

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