Lula relança Luz para Todos; meta é atender 500 mil famílias até 2026

Presidente também inaugurou Linhão de Tucuruí

Publicado em 04/08/2023 - 16:27 Por Sayonara Moreno - repórter da Rádio Nacional - Brasília

Às vésperas de coordenar a cúpula da Amazônia, no Pará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relançou o programa Luz Para Todos, na cidade de Parintins, no Amazonas, nesta sexta-feira (4). Durante o evento, Lula destacou a importância de levar energia às famílias que ainda vivem sem eletricidade.

A expectativa do governo é alcançar 500 mil famílias até 2026. Essas pessoas vivem nas áreas rurais, principalmente na região Norte do país e em regiões remotas da Amazônia.

Lançado pela primeira vez há 20 anos, no primeiro mandato do presidente Lula, o Luz Para Todos alcançou mais de 3,5 milhões de pessoas. Com o relançamento, o governo quer universalizar o acesso e o uso de energia de forma inclusiva.

Ainda na cerimônia, o presidente disse que o governo não vai aceitar garimpo e desmatamento ilegais na região.

Também nesta sexta-feira, o presidente Lula inaugurou a interligação dos municípios de Parintins e Itacoatiara, no Amazonas, e Juruti, no Pará, ao Sistema Interligado Nacional, para fornecer energia elétrica por fontes limpas e renováveis. A interligação é conhecida como Linhão de Tucuruí.

A região amazônica tem mais de 200 sistemas isolados, que precisam gerar a própria energia, com a queima de combustíveis, para cerca de 3 milhões de pessoas. Com a substituição dessa matriz por opções mais sustentáveis, o governo espera que cerca de 1,5 milhão de toneladas de carbono deixem de ser lançadas na atmosfera.

Em Parintins e Itacoatiara, por exemplo, a população dependia de uma usina termelétrica, que consumia, em cada cidade, mais de 40 milhões de litros de diesel por ano para a geração de energia. Para essas mudanças, o governo estima investir cerca de R$ 5 bilhões.

Ao lado do presidente Lula, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, assinou o decreto para troca de energia elétrica com países que fazem fronteira com o Brasil.

Atualmente, o Brasil faz esses intercâmbios de energia elétrica com a Argentina e com o Uruguai, e também com o Paraguai, por meio da Usina Hidrelétrica Binacional Itaipu.

Edição: Paula de Castro/ Sumaia Villela

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