Ministério Público do RJ investiga fraude em hospital de campanha

Publicado em 18/09/2020 - 17:11 Por Tâmara Freire - Rio de Janeiro

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro instaurou um inquérito civil a respeito da utilização do Hospital Modular de Nova Iguaçu, construído para atender pacientes de covid-19, mas que nunca chegou a ser aberto.
O governo do estado investiu R$ 62 milhões na unidade, que foi concluída em julho, com espaço para 300 leitos, incluindo 120 de UTI. No entanto, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, há, no momento, apenas 100 leitos equipados.
Além de ter sido construído como parte da estratégia de combate à pandemia de coronavírus, o hospital foi anunciado como um legado desses investimentos, já que poderia integrar a rede de saúde estadual após a pandemia.
Outra possibilidade apresentada pelo governo foi a desmontagem do hospital para o reaproveitamento da estrutura na montagem de outras unidades.
Por enquanto, a secretaria diz que o local está sendo mantido de retaguarda para os pacientes de covid-19 caso seja necessário, e depois dará suporte aos hospitais de alta complexidade da Baixada Fluminense.
Para isso, o governo diz que está negociando um acordo com o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense para contratar profissionais.
Como parte do inquérito, o Ministério Público enviou um ofício à Secretaria Estadual de Saúde questionando qual a previsão de inauguração da unidade, ou qual destino será dado a ela, e se existe algum plano para sua utilização definitiva após a inauguração.
Além disso, o MP quer saber também se a unidade continuará sob gestão estadual, ou se será repassada à prefeitura de Nova Iguaçu. O hospital modular é uma das oito unidades anunciadas pelo governo do estado para o atendimento aos pacientes de covid-19. No entanto, apenas seis foram concluídas, e dessas, somente duas de fato receberam pacientes. As unidades estão no centro das denúncias de fraudes e desvios de verbas que levaram à prisão de diversos gestores da saúde e à abertura do processo de impeachment contra o governador afastado Wilson Witzel.

A crise também motivou diversas trocas no comando da Secretaria de Saúde, incluindo a do atual secretário Alex Bousquet, que anunciou esta semana que também vai entregar o cargo.
 

Edição: Ana Pimenta

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