Fiocruz desenvolve teste molecular para detectar hanseníase

Publicado em 22/09/2021 - 21:10 Por Fabiana Sampaio - Repórter da Rádio Nacional - Rio de Janeiro

Um novo teste desenvolvido pela Fiocruz para diagnóstico da Hanseníase obteve registro na Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O exame, baseado na metodologia do teste PCR em tempo real, também usado na detecção da Covid, identifica o DNA da bacteria causadora da Hanseníase e pode facilitar a detecção precoce da doença. 

A inovação foi desenvolvida pelo Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto Carlos Chagas, da Fiocruz Paraná e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná. 

O líder do projeto e chefe do laboratório de Hanseníase do IOC, Milton Ozório Moraes, afirma que o exame tem maior precisão nos diagnósticos da doença, que até então, não contava com testes considerados padrão-ouro, que possuem maior precisão.

O registro na Anvisa permite a comercialização do teste e é uma exigência para que o exame possa ser oferecido no SUS. Mas a decisão final ainda depende do Ministério da Saúde. 

O país registra o segundo maior número de casos de hanseníase do planeta. E muitas pessoas são diagnosticadas de forma tardia. A doença está bastante associada à pobreza. Pessoas com condições de habitação e alimentação precárias têm mais chance de adoecer por hanseníase.

Em 2019 foram registrados 27 mil casos da doença. No ano passado o número caiu para 14 mil, mas especialistas apontam que a queda pode ser reflexo do impacto da pandemia nos serviços de saúde e o medo dos pacientes em procurar atendimento.  

Entre os sintomas mais comuns da doença estão manchas na pele, que podem ter alteração de sensibilidade ao frio, calor ou dor. A diminuição de pelos e do suor  em áreas com sensibilidade, mesmo sem a presença de manchas, podem ser sinal de agravo da doença. Nessa fase podem surgir caroços no corpo, sensação de formigamento, ou fisgadas, e comprometimento neurológico.

O tratamento da hanseníase é oferecido gratuitamente pelo SUS e pode durar de seis a doze meses. 

Edição: Roberto Marques Piza / Guilherme Strozi

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