Covid: menores de 5 anos têm boa resposta após três doses de Pfizer

Vacina é segura e bem tolerada abaixo dos cinco anos, diz farmacêutica

Publicado em 23/05/2022 - 16:41 Por Sayonara Moreno - Repórter da Rádio Nacional - Brasília

Crianças menores de cinco anos são capazes de gerar “forte resposta” imune contra a covid-19, após três doses do imunizante da Pfizer. É o que anunciou, nesta segunda-feira (23), a farmacêutica, após ensaio clínico nessa faixa etária.

Segundo o informe da Pfizer e BioNTech, três doses de uma formulação de três microgramas da vacina geraram resposta em crianças com seis meses de idade até as menores de cinco anos, igual à resposta gerada em pessoas entre 16 e 25 anos, que receberam duas doses de 30 microgramas da vacina, em ensaio clínico anterior.

Segundo a Pfizer e a BioNTtech, a vacina é segura e bem tolerada abaixo dos cinco anos e, por isso, os laboratórios podem pedir que as agências reguladoras de todo o mundo, incluindo a Anvisa, autorizem a vacina para os menores de cinco anos. Essa idade, inclusive, não tem vacina autorizada, na maioria dos países.

Mas antes de tudo isso, a farmacêutica vai concluir o envio de dados do ensaio clínico à FDA, Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, a reguladora dos Estados Unidos.

No comunicado, as farmacêuticas relatam que as doses testadas nas crianças com menos de cinco anos fornece a elas alto nível de proteção contra as recentes variantes da covid-19. Isso porque foi feita uma análise inicial em dez casos sintomáticos de covid-19, até 29 de abril. Na época, a variante Ômicron era a dominante entre os casos confirmados. A análise sugeriu uma eficácia maior que 80% nos pequenos com menos de cinco anos.

No entanto, essa análise não é conclusiva porque o protocolo determina pelo menos 21 casos para considerar a eficácia. Até lá, as Pfizer e BioNTech trabalham para alcançar esse número.

Ao todo, 1.678 crianças receberam a terceira dose da vacina, pelo menos dois meses após a segunda. Em todas elas, a vacina foi bem tolerada, sendo registrados efeitos colaterais leves ou moderados, em alguns casos.

Edição: Jacson Segundo/ Renata Batista

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