Queijo com probiótico da UFMG pode ajudar com doença no intestino

Testes com humanos precisam de financiamento para serem realizados

Publicado em 28/05/2022 - 08:12 Por Márcia Bueno - repórter da Rádio Inconfidência, para a Rádio Nacional - Belo Horizonte

Um queijo com probiótico capaz de melhorar a qualidade de vida de quem tem uma doença crônica no intestino é a nova descoberta de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vinculados ao Laboratório de Genética Celular e Molecular do Instituto de Ciências Biológicas.

O trabalho, conduzido pela bióloga Bárbara Cordeiro e orientado pelo coordenador do laboratório, Vasco Azevedo, ganhou um prêmio do Programa de Pós-graduação em Inovação Tecnológica da UFMG no ano passado, e está indicado ao prêmio Capes de Teses e ao Grande Prêmio UFMG de Teses para este ano.

Segundo o professor Vasco Azevedo, só quem tem colite ulcerativa sabe a importância desse tipo de ajuda.

“ Com esse transtorno você tem uma grande perda de peso, diarreia com sangue, doenças inflamatórias do intestino. Quando está inflamado, você não consegue assimilar vitaminas e sais minerais, então acaba tendo até outras doenças - até osteoporose. Você tem realmente uma péssima qualidade de vida, e tem que tomar uma série de medicamentos da medicina convencional, como corticoides. E você sabe os danos que os medicamentos provocam no organismo a longo prazo”.

De acordo com o pesquisador, os testes do queijo ricota funcional foram feitos em camundongos. O estudo não pôde ser ampliado para a fase em humanos por falta de financiamento. Agora a intenção é conseguir a parceria de uma empresa que viabilize o produto e permita o acompanhamento dos resultados.

“Nós temos parceria com Hospital das Clínicas, mas com a covid-19 os experimentos ficaram estagnados. Agora nós estamos voltando, mas estamos sem financiamento. O ideal seria conseguirmos apoio de uma empresa, uma indústria de laticínios, e a indústria nos ajudasse a fazer o experimento e comprovar essa atividade que a gente chama nutracêutico, que não é um medicamento, é um adjuvante que pode ajudar no tratamento da doenças inflamatórias do intestino”.

Ainda segundo o coordenador do Laboratório de Genética Celular e Molecular da UFMG, apesar de não ter sido testado em humanos, o queijo ricota enriquecido com bactéria probiótica já tem segurança comprovada para o consumo.

Edição: Rádio Nacional/ Sumaia Villela

Últimas notícias
Economia

Doação de pessoa para campanha via PIX só pode ser feita pelo CPF

A decisão por unanimidade foi do plenário do Tribunal Superior Eleitoral na sessão desta sexta-feira.

Baixar arquivo
Saúde

Novos casos de Varíola dos Macacos foram confirmados no Rio de Janeiro

Com isso subiu para treze o número de notificações oficiais, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde.

Baixar arquivo
Internacional

Terremoto de magnitude 6,0 deixa pelo menos cinco mortos no Irã

O Irã está localizado à beira de várias placas tectônicas e é atravessado por falhas. O que faz o país ter uma alta atividade sísmica.

Baixar arquivo
Cultura

Cem anos do rádio no Brasil: os programas de calouros

O primeiro programa de calouros do rádio brasileiro, A Hora dos Calouros, foi criado na Rádio Cruzeiro do Sul, em São Paulo. Os concursos faziam as audiências aumentarem consideravelmente e, junto com elas, as verbas publicitárias.

Baixar arquivo
Saúde

Biomédicos estão autorizados a prescrever suplementos alimentares

Três categorias de biomédicos estão autorizados a prescrever suplementos alimentares: os profissionais habilitados em Acupuntura, Biomedicina Estética ou em Fisiologia do Esporte e da Prática do Exercício Físico. Antes, apenas médicos, nutricionistas e farmacêuticos tinham liberação para indicar esses produtos.

Baixar arquivo