Quase metade das mulheres brasileiras sofrem de ansiedade ou depressão

O estudo foi feito por uma ONG no cenário de pós-pandemia

Publicado em 31/08/2023 - 21:26 Por Fabiana Sampaio - repórter da Rádio Nacional - Rio de Janeiro

45% das mulheres brasileiras têm um diagnóstico de ansiedade, depressão, ou algum outro transtorno mental, no contexto pós pandemia de Covid-19.

Relatório divulgado pela ONG Think Olga destaca que as mulheres chegaram esgotadas em 2020, atravessaram uma das piores crises do século e, mesmo com seu fim, continuam esgotadas em 2023. 

A pesquisa aponta que a situação financeira é o que mais gera insatisfação para as brasileiras atualmente, especialmente para as mulheres negras e pobres, seguida da sobrecarga do trabalho e cuidados com a família. 

Maíra Liguori, diretora da Think Olga, avalia que o relatório não surpreende, pois mesmo antes da pandemia as mulheres já adoeciam mais por transtornos mentais do que os homens.

O relatório aponta que a insatisfação entre mães solos e cuidadoras é muito superior em relação as que não precisam se preocupar com o cuidado de alguém.

As mulheres dedicam o dobro do tempo dos homens nas tarefas de cuidado. E quanto mais sobrecarregadas com o cuidado, mais empobrecidas elas ficam, pois acabam tendo menos tempo ou condições para se dedicar ao trabalho remunerado.

As pressões estéticas e as violências de gênero também afetam a saúde mental das mulheres.  A maioria das entrevistadas, na pesquisa, apontou a atividade física ou a religião como as principais ferramentas para conseguir lidar com os transtornos mentais. Mas reconhecem que não são as únicas responsáveis por cuidar da própria saúde emocional. 

Como destaca a diretora da Think Olga, Maira Liguori, 54 porcento das mulheres apontaram o estado como maior responsável pela saúde mental das brasileiras.

A pesquisa foi realizada com mais de mil mulheres, entre 18 e 65 anos, em todos os estados do país, no último mês de maio. Segundo a Think Olga, a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. 

Edição: Roberto Piza / Beatriz Albuquerque

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