Justiça do Rio começa a ouvir testemunhas do caso Henry Borel

Publicado em 06/10/2021 - 16:49 Por Solimar Luz - Repórter da Rádio Nacional - Rio de Janeiro

A Justiça do Rio de Janeiro começou a ouvir, nesta quarta-feira (06), as testemunhas do caso Henry Borel, menino de quatro anos morto com múltiplas lesões, na madrugada do dia 08 de março.

Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio, o menino foi submetido a tortura pelo padrasto, o ex-vereador Jairo dos Santos Souza, conhecido como doutor Jairinho, em seu apartamento na Barra da Tijuca, zona oeste carioca.

Além do ex-vereador, a mãe do menino, a professora Monique Medeiros, também é acusada do crime. O casal está preso desde abril. E além do homicídio, também são réus pelos crimes de tortura e fraude processual.

O pai de Henry, chegou por volta das nove e meia da manhã ao Tribunal de Justiça para a audiência. Leniel Borel disse esperar que a verdade seja esclarecida e os responsáveis punidos pela Justiça. Ele disse que ainda tem informações para colaborar com o caso.

No depoimento da primeira testemunha houve um princípio de tumulto, com discussão entre o advogado Thiago Minagé, responsável pela defesa da mãe de Henry, Monique Medeiros, e o promotor Fábio Vieira.

A defesa pediu a palavra durante a fala do delegado Henrique Damasceno, quando ele contava que a mãe do menino Henry parecia à vontade, tirando selfie, apresentando comportamento atípico durante depoimento na Delegacia, após a morte do menino.

Já o padrasto Doutor Jairinho, segundo o delegado titular da 16ª Delegacia de Polícia, fazia piadas.

A juíza Elizabeth Louro Machado, titular do Segundo Tribunal do Júri precisou intervir. E advertiu que o advogado e o promotor não transformariam o local em um circo.

Jairinho acompanha os depoimentos por videoconferência a partir do presídio Wellington de Oliveira, no Complexo de Bangu Já Monique compareceu ao Tribunal de Justiça.

 A juíza determinou que, por questões de segurança, as testemunhas da defesa do casal serão ouvidas em outra ocasião.

Edição: Nádia Faggiani / Guilherme Strozi

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