Quase 25 milhões de chaves do Pix são cadastradas em cinco dias

Aplicativos de bancos enfrentaram instabilidade

Publicado em 09/10/2020 - 22:10 Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - Brasília

Nos cinco primeiros dias de cadastramento, 24.821.312 chaves foram registradas no Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos operados pelo Banco Central (BC) que começará a funcionar em 16 de novembro. O volume foi registrado das 9h de segunda-feira (5) até as 18h de hoje (9).

As chaves do Pix são uma combinação para que o cliente – pessoa física ou jurídica – possa pagar e receber dinheiro em até dez segundos. A chave é composta por uma das três informações, número de celular, e-mail ou CPF/CNPJ, que o correntista deverá digitar para fazer as transações.

Caso o cliente não queira cadastrar o celular, o e-mail, o CPF ou o CNPJ, pode pedir ao banco um EVP (sequência de 32 dígitos) como chave do Pix. Essa chave serve como apelido para identificar as contas do novo sistema de pagamentos.

Golpes

Nesta primeira semana, criminosos aproveitaram para criarem sites falsos de cadastramento das chaves do Pix. Os links são enviados por SMS, redes sociais ou e-mail. Onde será solicitado o download de aplicações maliciosas que dão acesso remoto ao aparelho das vitimas para captura de dados. Ao clicar em uma dessas páginas, o usuário desavisado preenche um cadastro falso e insere dados pessoais ou baixa um aplicativo malicioso que dá acesso remoto de criminosos ao aparelho e rouba informações pessoais.

O Banco Central orienta os clientes a cadastrarem as chaves Pix apenas nos canais oficiais das instituições financeiras. O registro é feito somente nos aplicativos ou nos sites das próprias instituições dos bancos, das fintechs (startups do sistema financeiro), das cooperativas de crédito e das financeiras.

Custos

Para as pessoas físicas e para os microempreendedores, as transações serão gratuitas, exceto nos casos de recebimento de dinheiro pela venda de bens e de serviços. As pessoas jurídicas arcarão com custos. As tarifas dependerão de cada instituição financeira, mas o BC estima que será R$ 0,01 a cada dez transações.

O Pix servirá não apenas para transferências instantâneas de dinheiro como poderá ser usado para o pagamento de boletos, de contas de luz, de impostos e para compras no comércio. Com a ferramenta, será possível o cliente sacar dinheiro no comércio, ao transferir o valor desejado para o Pix de um estabelecimento e retirar as cédulas no caixa.

Edição: Liliane Farias

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