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MP-RJ pede suspensão de torcidas organizadas do Vasco e do Fluminense

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 04/03/2015 - 20:43
Rio de Janeiro

A torcida organizada Young Flu, do Fluminense, pode ser suspensa, de acordo com pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) em ação civil pública encaminhada hoje (4), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital. O MP-RJ pediu ainda o cumprimento de uma decisão liminar deferida em 17 de janeiro de 2014, que suspendeu a torcida organizada Força Jovem, do Vasco da Gama.

As medidas do MP-RJ para punir as duas torcidas foram motivadas pelos atos violentos, ocorridos antes da partida entre Fluminense e Vasco, no dia 22 do mês passado, no Estádio do Engenhão, no Engenho de Dentro, zona norte do Rio.

De acordo com o texto da promotora de Justiça Glícia Pessanha, o pedido de suspensão da Young Flu proíbe o comparecimento, pelo prazo de um ano, dos seus associados ou integrantes, a locais de eventos esportivos, em todo território nacional. Também não será permitida a venda de material da torcida. Os torcedores não poderão frequentar esses locais vestindo ou usando elementos identificativos, indumentárias ou acessórios, desenhos ou outros signos representativos que possam identificá-los. Glícia Pessanha quer, ainda, a cobrança de multa de R$ 20 mil por integrante ou torcedor para cada evento, além da retirada compulsória do local onde ocorrer o jogo.

Para a torcida Força Jovem, do Vasco, a promotora pede nova suspensão, pagamento de multa de R$ 301 mil pelo descumprimento da decisão anterior, que já determinava suspensão. Para garantir o valor, ela pediu, liminarmente, a penhora de bens da sede da torcida. Na avaliação da promotora, as punições aplicadas até hoje e as medidas adotadas pelo MP-RJ, judiciais ou extrajudiciais, têm se mostrado ineficientes. Por isso, pediu nova suspensão e elevação da multa. “Se torna imperiosa a adoção de providências mais radicais e rigorosas, a fim de limar efetivamente práticas e comportamentos reiteradamente violentos por parte da organizada ré”, disse.

Para o MP-RJ, é evidente a afronta pelas torcidas rés às normas do Estatuto do Torcedor, quanto à prática de atos de violência e de confusão.