Peixes-boi serão devolvidos à natureza no Amazonas

Publicado em 15/02/2016 - 17:11 Por Bianca Paiva - Correspondente da Agência Brasil - Manaus

 

Peixes-boi são tratado por até cinco anos antes de voltar à natureza

Peixes-boi são tratados por até cinco anos antes de voltar à naturezaDivulgação Ampa

Quatro peixes-boi que vivem há quatro anos em um semicativeiro monitorado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manacapuru (AM), serão reintroduzidos na natureza no próximo dia 26. São três machos e uma fêmea, com idade entre 7 e 10 anos. Eles serão soltos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piaguçu-Purus, que fica a 70 quilômetros do município de Beruri (AM).

Outros seis peixes-boi, quatro fêmeas e dois machos, serão levados do parque Aquático do Inpa, em Manaus, para esse mesmo semicativeiro. Futuramente eles poderão voltar a nadar nos rios da Amazônia. O trabalho com esses animais é feito em parceria com a Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa). A espécie é endêmica da Amazônia e está ameaçada de extinção.

Segundo o biólogo da Ampa, Diogo Souza, atualmente há 60 animais nos tanques do parque e 11 no semicativeiro. O programa de reintrodução começou em 2009. Na ocasião, quatro peixes-boi foram devolvidos diretamente à natureza, mas sem sucesso. Dois morreram e dois ficaram muito debilitados. Por isso, segundo o biólogo, foi necessária a criação da etapa de semicativeiro, onde eles ficam de dois a três anos.

“A gente percebeu que os animais tiveram muita dificuldade de se adaptar à natureza, porque eles passam boa parte do tempo no cativeiro. Eles chegaram filhotes aqui. Então, a gente criou uma etapa de adaptação gradual à natureza que é levar para um lago de semicativeiro. A gente chama de semicativeiro porque é um lago, um ambiente natural, só que é um lago controlado. É um tanque de piscicultura de 13 hectares para criação de pirarucu e tambaqui. Esse lago tem todas as condições do ambiente natural”, explicou.

De acordo com o biólogo, a maioria dos peixes-boi chega ao Inpa ainda filhote. Muitos são capturados por pescadores acidentalmente. Eles são chamados de “filhotes órfãos”, porque a mãe, provavelmente, foi caçada. Os animais recebem tratamento por cerca de cinco anos até terem condições de ser transferidos para o semicativeiro. Depois é feita a reintrodução definitiva à natureza.

O biólogo acredita que os quatro peixes-boi que serão soltos irão se adaptar bem ao ambiente natural. Um cinto com um transmissor será acoplado nas nadadeiras para que os animais sejam monitorados diariamente.

Edição: Beto Coura

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