Militares treinam e estudam rotas para deslocamentos nos jogos do Rio
Forças Armadas realizam ensaio com tropas militares como parte do treinamento para os Jogos Olímpicos da Rio 2016
Militares que atuarão como forças de contingência nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro realizaram hoje (19) simulações de deslocamento aéreo e terrestre da Base Militar de Deodoro para o Comando Destacado Setorial (CDS) do Maracanã.
O CDS Maracanã inclui locais de competição da zona norte, como os estádios do Engenhão e do Maracanã, e do centro, como o Sambódromo. As forças de contingência que atenderão a essa área serão da 1ª Divisão do Exército.
A atuação das Forças Armadas na segurança pública durante os jogos será utilizada apenas se as forças policiais necessitarem de apoio. Ao longo desta semana e na próxima, cerca de 1,3 mil militares estarão na cidade participando dos treinamentos.

Coronel Mário Medina apresenta a sala de comando e controle do Coordenador Geral de Defesa de Área
"Hoje, testamos o deslocamento por determinada rota. Nosso tempo de deslocamento foi considerado pouco acima do desejado. A intenção é que possamos fazer esse deslocamento no menor tempo possível e por meio de rotas alternativas que devem ser levantadas", acrescentou Medina, que afirmou que as limitações de mobilidade, como obras inacabadas, devem ser superadas com o treinamento.
Com tempo chuvoso, as condições climáticas por pouco não foram consideradas desfavoráveis para a decolagem dos helicópteros Cougar e Pantera, com capacidade de transportar 18 e seis militares, respectivamente. Medina informou que a preparação também leva em conta esses imprevistos.
"[Condições climáticas] podem interferir no planejamento, mas estamos levantando possibilidades e caminhos alternativos para suplantar esse tipo de ocorrência."
O CGDA também apresentou à imprensa a Sala de Comando e Controle, na sede do Comando Militar do Leste, onde pontos estratégicos já estão sendo monitorados em tempo real.
O percurso da Tocha Olímpica e os eventos-teste, por exemplo, estão sendo acompanhados por meio do software Pacificador, desenvolvido pelo próprio Exército.

