Cães usados na busca em prédio de SP que desabou não encontram vítimas

Resultado indica que buscas precisarão ser aprofundadas com máquinas

Publicado em 02/05/2018 - 19:09 Por Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil - São Paulo

Os cães farejadores utilizados pelas equipes do Corpo de Bombeiros nas buscas de sobreviventes no prédio que desabou ontem no centro da capital, não detectaram, até a fim da tarde de hoje (2), nenhum sinal de pessoas sob a montanha de escombros que restou do edifício. Segundo os bombeiros, a reação dos cães indica que as buscas precisarão ser aprofundadas com o uso de máquinas pesadas.

Bombeiros fazem rescaldo de escombros de prédio que pegou fogo em SP
Bombeiros fazem rescaldo de escombros de prédio que pegou fogo em SP (Rovena Rosa/Agência Brasil)

“Dois cães estão atuando no momento, esses cães não indicaram nenhum indício de que havia alguma pessoa. Isso é indício de que a gente precisa avançar na escavação. Se o cão não solicitou o seu condutor para nenhum tipo de indício, isso quer dizer que a gente vai ter de escavar um pouco mais. E essa escavação vai demandar as retroescavadeiras”, disse o capitão da corporação Marcos Palumbo.

Até o momento, os bombeiros estão considerando que existam quatro vítimas sob os escombros, dois adultos e duas crianças. Em razão da maior possibilidade de sobrevivência das vítimas nas primeiras 48 horas depois do colapso do edifício, a ação das equipes deverá continuar até a próxima madrugada de forma manual, sem o uso de maquinário pesado.

Segundo Palumbo, há maior probabilidade da localização de vítimas nos andares mais baixos, e também nos subsolos, que eram usados como moradia. “No subsolo há vigas, há pilares com maior capacidade de sobrecarga. Quem sabe se a gente conseguir chegar nas partes inferiores, onde também havia a maioria das pessoas, a gente pode começar a encontrar alguma vítima”.

No momento, duas retroescavadeiras trabalham nas beiradas dos escombros, na tentativa de liberar o acesso a uma caixa de energia elétrica da rua, por onde passam cabos com 21 mil volts. Caso o acesso não seja obtido, a energia de todas ruas do entorno terá de ser desligada para a continuidade do trabalho de resgate.

Edição: Davi Oliveira

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