Fotos dos suspeitos de furtar medalha são divulgadas em hotéis do Rio

Polícia tem expectativa de que os suspeitos sejam reconhecidos

Publicado em 02/08/2018 - 21:45 Por Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

As fotos dos dois homens suspeitos de furtar a medalha Fields, do iraniano de origem curda Caucher Birkar, estão sendo divulgadas pela polícia do Rio nos aeroportos e na rede hoteleira, na expectativa de identificá-los. O furto ocorreu na última quarta-feira (1º), no Riocentro, durante a cerimônia de entrega da medalha, considerada o Nobel da matemática. O material também foi enviado à Polícia Federal.

Dois suspeitos já foram identificados e diligências estão em andamento. O caso está sendo investigado pela 42ª DP (Recreio) em conjunto com policiais da DEAT (Delegacia de Atendimento ao Turista).
Suspeito de furtar medalha do iraniano - Polícia Civil do Rio / Divulgação

A delegada responsável pela investigação, Valéria Aragão, titular da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista, espera que a divulgação das fotos possa ajudar a elucidar o caso, na expectativa de que alguém faça uma denúncia.

“Já divulgamos fotos para a Polícia Federal, para todo o setor hoteleiro e hostels. Vai ser uma investigação muito complexa, pois, ao mesmo tempo em que temos imagens dos autores, não temos pistas sobre quem eles são, se são brasileiros ou estrangeiros”, disse a delegada, que atendeu a Agência Brasil na noite desta quinta-feira (2).

Dois suspeitos já foram identificados e diligências estão em andamento. O caso está sendo investigado pela 42ª DP (Recreio) em conjunto com policiais da DEAT (Delegacia de Atendimento ao Turista).
Suspeito de furtar medalha do iraniano - Polícia Civil do Rio / Divulgação

A delegada contou que já há imagens suficientes, gravadas por cinegrafistas e fotógrafos que trabalhavam no evento ou por câmeras de segurança, para concluir que os dois homens foram os responsáveis pelo crime, mostrando a forma como agiram.

“Nós temos as imagens dos autores, inclusive praticando o crime. Temos os rostos deles, em boa qualidade. Por trás da vítima, se vê dois homens cochichando e trocando olhares. Um deles faz um movimento e, em seguida, a pasta marrom desaparece”, relatou a delegada.

Valéria já ouviu, no mesmo dia do furto, Caucher Birkar. Segundo ela, pela repercussão negativa internacional que o caso teve, se pudesse, comprava uma medalha do próprio bolso para dar ao iraniano: “Eu estou quase tirando dinheiro da minha conta para comprar outra medalha. Queria poder cunhar outra. Foi a primeira vez que o evento veio para o Hemisfério Sul. Me sinto muito triste por isso”.

Edição: Davi Oliveira

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