Harmonia será primeiro critério de desempate na apuração do Rio

Quesito foi escolhido em sorteio pela Liga das Escolas de Samba

Publicado em 26/02/2020 - 14:02 Por Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) definiu, em sorteio no início da tarde de hoje (26), que o quesito harmonia será o primeiro a definir um possível desempate entre as escolas do Grupo Especial. As notas desse quesito serão as últimas a serem lidas na apuração. O critério harmonia avalia se os componentes da escola estavam cantando o samba durante o desfile, acompanhando o intérprete.

Caso o empate permaneça, o desempate se dará na seguinte ordem: evolução, mestre-sala e porta-bandeira, bateria, alegorias e adereços, enredo, comissão de frente, samba-enredo e fantasias. Cada um dos nove quesitos receberá notas de cinco jurados, que estavam posicionados em pontos diferentes da Marquês de Sapucaí, local do desfile.

Neste ano, a pontuação da escola nos quesitos vai considerar três das cinco notas, já que serão descartadas a maior e a menor.

A divulgação das notas atribuídas a cada escola pelos 45 jurados do carnaval de 2020 começará às 16h15, na Praça da Apoteose. As seis que somarem mais pontos voltam ao Sambódromo no próximo sábado (29), para o tradicional desfile das campeãs.

Rebaixamentos

Neste ano, duas das 13 escolas descem para a Série A, o que fará com que o Grupo Especial passe a ter de novo 12 escolas, já que apenas uma subirá da Série A para o carnaval de 2021.

A primeira divisão do samba passou a ter 13 escolas depois que os rebaixamentos de 2017 foram suspensos. Paraíso do Tuiuti cairia para a Série A, mas a Liesa decidiu, antes da apuração, que nenhuma escola seria rebaixada devido aos acidentes que ocorreram durante os desfiles da própria Tuiuti e da Unidos da Tijuca.

Ficou decidido em 2017, porém, que duas escolas seriam rebaixadas do Grupo Especial em 2018, o que também não ocorreu. Império Serrano e Grande Rio, que ficaram nas últimas posições, permaneceram no Grupo Especial para 2019.

Com isso, houve 14 escolas nos dias principais de desfiles no Sambódromo do Rio, número que caiu para 13 com o rebaixamento de Imperatriz Leopoldinense e Império Serrano no ano passado.

Avaliação

Os jurados recebem instruções sobre o que deve ser avaliado e o que deve ser desconsiderado em cada quesito. Alguns são divididos em duas partes, como concepção e realização, e todos recebem pontuações totais que que vão de 9,0 a 10. A presença de merchandising em fantasias e alegorias, por exemplo, é um item que não deve ser considerado na pontuação desses quesitos, assim como panes no carro de som e no sistema de sonorização da Sapucaí não devem ser consideradas em harmonia e samba-enredo.

Na avaliação da bateria, leva-se em conta a regularidade e a sustentação da cadência em consonância com o samba-enredo, a conjugação dos sons emitidos pelos vários instrumentos e a criatividade e a versatilidade da bateria. No samba-enredo, consideram-se a letra e a melodia. No caso da letra, valem a adequação ao enredo, a riqueza poética, a beleza e o bom gosto, além do entrosamento dos versos aos desenhos melódicos. Quanto à melodia, valem as características rítmicas do samba, a riqueza melódica e a capacidade de facilitar o canto e a dança dos componentes da escola.

O critério harmonia avalia o canto de todos os componentes da escola, acompanhando o intérprete do samba-enredo sem sair do tom. No quesito evolução, os jurados observam a fluência do desfile, que deve ser feito sem correria e marcha-ré de alas ou alegorias, a espontaneidade, a criatividade e a vibração dos componentes e a manutenção de espaço uniforme entre alas e alegorias, sem buracos ou embolação entre alas.

No caso do enredo. consideram-se a concepção e a realização. No caso da concepção, o jurado avalia o desenvolvimento da ideia proposta, além da clareza e coerência do desfile, permitindo o entendimento do tema. Na realização, são julgadas a adaptação do tema em fantasias, alegorias e outros elementos visuais e a sequência das ideias proposta pelo desfile para contar o enredo.

Em alegorias e adereços, o júri leva em conta a criatividade ao representar partes do enredo, a impressão causada pela combinação de materiais e cores, o acabamento na confecção e decoração, a integração destaques e figuras de composição às alegorias. As fantasias, assim como as alegorias, são julgadas em sua função de representar o enredo de forma criativa, pela utilização e combinação de materiais e cores e pelo cuidado e acabamento. Além disso, é considerada a uniformidade das fantasias em uma ala.

A comissão de frente é avaliada pelo impacto no público e pela adequação de suas fantasias à proposta, bem como pela saudação ao público e apresentação às cabines de jurados, coordenação e sincronização da exibição. Para o mestre-sala e a porta-bandeira, consideram-se o bailado dentro dos passos característicos de cada um, de forma integrada, respeitando a obrigatoriedade de apresentar o pavilhão da escola a cada cabine de jurados, a postura do mestre-sala, que deve ser de reverência ante a porta-bandeira, e ela, por sua vez, não pode deixar que a bandeira se enrole.  

Edição: Nádia Franco

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