PF apreende caça-níqueis em camarote que imitava cassino na Sapucaí

Dentro do espaço havia equipamentos como roletas e mesas de carteado

Publicado em 27/02/2020 - 19:15 Por Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Uma operação da Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira (27), resultou na apreensão de seis máquinas caça-níqueis em um camarote no Sambódromo da Avenida Marquês de Sapucaí. Segundo a PF, dentro do espaço havia outros equipamentos que simulavam um cassino, como roleta e mesa de carteado.

“No local, os agentes encontraram, além das máquinas, equipamentos e mesas que supostamente indicam que o ambiente estaria sendo utilizado para jogos clandestinos. A ação aconteceu a partir de uma denúncia anônima e as investigações ficarão a cargo da Delegacia de Polícia Fazendária desta Superintendência”, informou a PF em nota.

O responsável pelo espaço, o empresário francês Alexis de Vaulx, alegou que não existiu nenhuma ilegalidade e que as apostas não envolviam dinheiro, tendo apenas caráter recreativo. Segundo ele, o camarote irá reabrir normalmente no próximo sábado (29), para o desfile das campeãs. As máquinas e equipamentos foram locadas de uma outra empresa.

“Nós contratamos uma empresa chamada Casino Experience, que é de São Paulo, e faz atividades lúdicas, recreativas, de cassino, sem envolver dinheiro, o que é permitido pela legislação brasileira. Este foi o tema do nosso camarote este ano. Contamos com 18 crupiês e os nossos clientes brincaram nos intervalos dos desfiles. Eu mandei um ofício, há um mês, para o superintendente da Polícia Federal, explicando a brincadeira”, disse Alexis.

O empresário considerou que foi denunciado “por algum invejoso”. Segundo ele, que se dedica a realização de eventos corporativos, a legalização do jogo pode ser boa para o país, assunto que tramita no Congresso. Já é o décimo ano que ele opera camarotes corporativos na Sapucaí. A assessoria da PF informou que as máquinas caça-níqueis serão vistoriadas, para saber se são importadas e se entraram legalmente no país.

Edição: Narjara Carvalho

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