Primeira-ministra do Reino Unido enfrentará moção de censura


A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, terá que enfrentar hoje (12) uma moção de censura, depois que o Partido Conservador recebeu as cartas necessárias para iniciar esse processo, anunciou o Comitê 1922, que reúne este grupo na Câmara dos Comuns.
O presidente do comitê, Graham Brady, recebeu as 48 mensagens necessárias dos deputados para convocar a votação.
Brady comunicou que a votação será realizada hoje, entre 18h e 20h (horário local, 16h e 18h de Brasília), na sala número 14 da Câmara Baixa, mas se Theresa May vencer a votação, não poderá ser realizado no período de um ano outro processo similar interno, de acordo com as regras do partido.
"Os votos serão contados imediatamente depois e o resultado será anunciado quando possível esta noite", acrescentou.
No entanto, se a premier perder a votação, o partido no poder iniciará um processo interno para escolher um novo líder.
As cartas foram enviadas no meio da crise que vive o governo pela decisão de Theresa May de atrasar a importante votação que aconteceria ontem sobre o acordo do Brexit nos Comuns.
Votação adiada
A primeira-ministra conservadora decidiu adiar a votação, em que ela tinha grandes chances de perder, dada a rejeição que o pacto gerou entre os tories eurocéticos e muitos da oposição.
Diante desta situação, ela iniciou ontem intensos contatos com líderes europeus com o objetivo de conseguir algum tipo de concessão da União Europeia (UE) que permita que o acordo ultrapasse o processo parlamentar em Londres.
Após conhecer o anúncio, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Hunt, afirmou - em sua conta do Twitter - que apoiará Theresa May, pois ela está realizando "atualmente o trabalho mais difícil" e acrescentou que "a última coisa que o país precisa é um processo (interno) longo e prejudicial".
"O brexit nunca seria fácil, mas ela é a melhor pessoa para garantir que deixemos a União Europeia no dia 29 de março", afirmou Hunt.
Os eurocéticos manifestaram sua oposição ao acordo do brexit por referência à salvaguarda destinada a evitar uma fronteira física entre as duas Irlandas.



