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Internacional

María Corina Machado vence primárias presidenciais na Venezuela

Com 91,3% das urnas apuradas, resultados são conclusivos
Vivian Sequera - Repórter da Reuters*
Publicado em 25/10/2023 - 10:04
Caracas
Brasília - Deputada venezuelana, Maria Corina Machado, participa de audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (José Cruz/Agência Brasil)
© José Cruz/Agência Brasil
Reuters

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado venceu facilmente a disputa das primárias presidenciais de domingo (22) com 93% dos votos, segundo a mais recente contagem de votos divulgada nesta quarta-feira (25). Persistem, no entanto, dúvidas sobre sua eventual candidatura..

Após apuração de 91,3% das urnas, a Comissão Nacional de Primárias declarou os resultados conclusivos. O ex-parlamentar Carlos Prosperi - rival mais próximo de Maria Corina para desafiar o presidente Nicolás Maduro - obteve apenas 4%, segundo a contagem.

A candidata já havia confirmado o resultado, depois que uma contagem inicial de cerca de um quarto dos votos mostrou que ela estava caminhando para vitória esmagadora na votação destinada a escolher um candidato único da oposição para concorrer contra Maduro.

O presidente socialista, no poder há uma década, deve concorrer à reeleição em uma eleição presidencial no próximo ano.

Washington ameaçou reverter o alívio das sanções se o governo de Maduro não suspender as proibições que impedem algumas figuras da oposição - incluindo Maria Corina Machado - de ocupar cargos públicos.

Maria Corina foi impedida de concorrer por causa de seu apoio às sanções contra o governo de Maduro, o que significa que é incerto se ela poderá concorrer à Presidência.

Oposicionistas têm dito há anos que as proibições são usadas pelo partido governista para ajudá-lo a permanecer no poder.

Maduro presidiu prolongado colapso econômico e o êxodo de mais de 7 milhões de venezuelanos, que deixaram a nação rica em petróleo em busca de melhores perspectivas em outros lugares.

A candidata, de 56 anos, prometeu privatizar a empresa estatal de petróleo PDVSA se for eleita presidente.

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