Ataques em Gaza mataram pelo menos 225 palestinos no fim de semana

Israel mantém intensos bombardeios por via aérea, terrestre e marítima

Publicado em 08/01/2024 - 07:32 Por Lusa* - Gaza

Pelo menos 225 palestinos morreram e quase 300 ficaram feridos no fim de semana devido aos ataques israelenses na Faixa de Gaza, informou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

O relatório diário sobre o impacto humanitário da guerra indica que continuam os intensos bombardeios israelenses por via aérea, terrestre e marítima contra grande parte do território.

No norte do enclave, as forças israelenses atacaram alvos na cidade de Gaza, na zona rural de Jabalia, em Tal Az Zatar e Beit Laia, Os relatórios indicam que houve grande número de mortos, principalmente em Tal Az Zatar.

Da mesma forma, os ataques continuaram na província de Deir al Balah e nas cidades de Khan Younis e Rafah, no sul de Gaza e onde a população está concentrada.

O relatório indica ainda que o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) constatou, durante avaliação de campo feita no fim de dezembro, que 90% das crianças menores de dois anos consumiam apenas algum tipo de cereal (incluindo pão) ou leite.

Paralelamente, os casos de diarreia em crianças com menos de cinco anos de idade aumentaram para 3.200 novos por dia, em comparação com a média de 2 mil por mês antes da guerra.

"O tempo está se esgotando. Muitas crianças já sofrem de subnutrição aguda grave em Gaza. À medida que a ameaça da fome se intensifica, centenas de milhares de crianças poderão em breve sofrer de subnutrição grave e algumas delas poderão morrer. Não podemos permitir que isso aconteça", alertou o Unicef.

O Hamas iniciou, em 7 de outubro, ataque surpresa contra o Sul de Israel, com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo duas centenas de reféns.

Em resposta, Israel declarou guerra ao movimento islâmico que governa a Palestina.

A guerra provocou, até agora, cerca de 23 mil mortos e mais de 58 mil feridos entre os palestinos desde 7 de outubro, de acordo com fontes da região.

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