Força federal de intervenção em presídios chega ao Pará

Publicado em 31/07/2019 - 19:06 Por André Richter – Repórter da Agência Brasil  - Brasília

A tropa de 40 agentes penitenciários da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública chegou no final da tarde de hoje (31) ao Pará. 

De acordo com a Secretaria de Segurança estadual, os agentes penitenciários vão atuar nas atividades de guarda, vigilância e custódia de presos. Segundo a pasta, 28 agentes ficarão na região metropolitana de Belém, e os demais seguirão para Santarém, Altamira e Parauapebas. 

O envio da força-tarefa foi autorizada pelo ministro Sérgio Moro e atendeu ao pedido do governador do Pará, Helder Barbalho. 

De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), a atuação da força-tarefa será coordenada pelo órgão. 

Apesar das informações divulgadas pelo estado do Pará sobre a distribuição dos agentes,  a decisão final sobre a utilização dos homens será tomada pelo Depen, por meio de um plano de atuação que será estabelecido após o diagnóstico da situação prisional no estado. 

A força-tarefa é formada por agentes federais de execução penal e agentes penitenciários dos estados. 

Rebelião

Na segunda-feira (29),  uma rebelião no Centro de Recuperação Regional de Altamira, deixou 57 presos mortos. Após o conflito, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, atendeu ao pedido do governador e autorizou o envio da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária para o Pará

Além disso, dez líderes criminosos que estavam presos em Altamira serão transferidos para presídios federais. Mais 46 detentos vão para outros presídios estaduais.

O número de mortos chegou a 62 detentos . Além dos 57 que estavam na contagem inicial, mais um corpo foi identificado pelo Instituto Médico Legal (IML) e quatro morreram durante a operação de transferência para Marabá.

Ao chegarem ao destino, os agentes encontraram os detentos mortos por sufocamento dentro dos caminhões-cela que faziam o transporte. O fato está em investigação, segundo o governo do estado. 

Matéria atualizada às 21h55 para acréscimo de informação

Edição: Fábio Massalli

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