Sindicato de professores recorre à Justiça contra demissões na Unicsul

Segundo entidade, instituição pode ter demitido 30% do corpo docente

Publicado em 01/07/2020 - 22:14 Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil - São Paulo 

O Sindicato dos Professores de São Paulo (SinproSP) entrou com ação no Tribunal Regional do Trabalho, nesta quarta-feira (1º), contra as demissões de professores na Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul). Como ocorreu na ação contra a Universidade Nove de Julho (Uninove), o SinproSP pede a suspensão liminar das dispensas e a mediação do tribunal.  

Segundo o sindicato, as demissões podem chegar a mais de 30% de todo o corpo docente da Unicsul e os professores começaram a ser avisados na noite do dia 30 de junho, após um pronunciamento do reitor da instituição, Luiz Henrique Amaral.

“A Unicsul é mais um exemplo de demissão massiva decorrente de uma reestruturação, sustentada no enxugamento da folha de pagamentos e dos serviços e aumento das margens de lucro, em detrimento da qualidade de ensino”, diz nota da entidade. 

Para o SinproSP, a pandemia está servindo de laboratório para a aceleração dessa reestruturação, que só se tornou possível, segundo avaliação do sindicato, “pela combinação de novas tecnologias e mudanças na legislação educacional”.

Outro lado

A Unicsul disse, em nota, que tem segurança da legalidade de suas ações, age sempre com total respeito a todos os direitos do trabalhador e tem evitado tomar medidas mais drásticas, mesmo com o aumento expressivo da inadimplência e da evasão, resultados do impacto da pandemia no emprego e na renda de seus alunos e famílias.

“O agravamento e prolongamento da crise econômica, somados às incertezas quanto ao próximo semestre, levaram o grupo a adotar uma adaptação de custos, inclusive e inevitavelmente de pessoal, de modo a manter e preservar minimamente a saúde financeira, a qualidade de sua operação e a pontualidade dos seus compromissos, assim como – e principalmente – os milhares de empregos que continuarão a ser gerados em um futuro que se espera próximo e melhor”, diz nota da instituição.

A universidade informou ainda que, até o momento, não recebeu nenhuma intimação referente à ação citada em seu nome.

Edição: Fábio Massalli

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