Luciana Genro quer asilo do Brasil a Edward Snowden

Publicado em 07/08/2014 - 19:57 Por Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro
Atualizado em 07/08/2014 - 20:18

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A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, defendeu hoje (7) que o Brasil ofereça asilo político a Edward Snowden, consultor de informática que prestava serviços para a NSA (Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos). Ela se encontrou à tarde com o jornalista Glenn Greenwald, que publicou na imprensa as denúncias de Snowden sobre o sistema de espionagem dos EUA a diversos países, incluindo o Brasil.

O PSOL realiza convenção nacional e escolhe Luciana Genro para concorrer à Presidência da República e Jorge Paes para vice-presidente (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Candidata Luciana Genro defende que o Brasil conceda asilo a Edward SnowdenFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Eu pedi esta conversa com o Glenn, porque entendo, enquanto candidata à presidente, que a discussão sobre o asilo ao Snowden é um debate de interesse nacional. É uma obrigação moral oferecer asilo a alguém que teve a coragem de desafiar os Estados Unidos para revelar ao mundo um sistema de vigilância perverso, que traz o risco de transformar a internet em um instrumento de controle não só político, como pessoal”, disse a candidata.

A entrevista, originalmente marcada em uma confeitaria que funciona dentro do Forte de Copacabana, teve que ser transferida de lugar, pois militares alegaram que é vedada a utilização de prédios públicos para eventos políticos. A entrevista ocorreu em um quiosque na beira da praia.

Luciana Genro disse que trará o tema do asilo para dentro do horário político eleitoral e também para os debates entre os candidatos. Segundo ela, é importante saber que tipos de informações foram capturadas pelos norte-americanos, incluindo do governo brasileiro e de estatais.

“O Snowden pode nos ajudar a compreender como ocorreu o vazamento de informações da Petrobras e a possibilidade de vigilância sobre a presidente da República. E de que forma as empresas de telecomunicações do Brasil contribuíram ou foram vítimas desse processo de quebra de sigilo. Sendo eleita presidente da República, meu primeiro gesto de diplomacia seria a concessão de asilo ao Snowden”, disse a candidata.

Edição: Carolina Pimentel

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