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Cultura

Berço do Fundo de Quintal, Cacique de Ramos sofre com dificuldades financeiras e burocráticas

Cacique de Ramos
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Carol Barreto
11/02/2018 - 07:36
Rio de Janeiro

Quem está acostumado a frequentar o centro do Rio durante o carnaval certamente está familiarizado com esta música que, desde 1963, embala todos os anos os desfiles do Cacique de Ramos, bloco tradicional quase sexagenário.

 

Se a música permanece a mesma, muita coisa mudou no carnaval da região que, fora os dias de folia, é centro financeiro carioca.

 

Blocos outrora acostumados a dias de glória nos desfiles de carnaval na Avenida Rio Branco, hoje sofrem com dificuldades financeiras e burocráticas.

 

É o caso do Cacique de Ramos. Para se ter noção da importância desse bloco, é bom lembrar que ele é o berço do Fundo de Quintal e de grandes nomes do samba como Zeca Pagodinho é Arlindo Cruz e Jorge Aragão.

 

Fundador do Cacique e do Fundo de Quintal, Bira Presidente é porta-voz das queixas.

 

Sonora: “De quatro ano para cá, eu venho botando o carnaval na rua sem ajuda de ninguém. Dessas festas que a gente faz, com a maior dificuldade? Era pra ter dinheiro e recurso para botar carnaval na rua. Tinha que ter lugar mais importante, com condições, com som, policiamento, porque o carnaval que é carnaval mesmo está no centro.”

 

Com a construção do VLT, os blocos que desfilavam na Avenida Rio Branco agora fazem a festa na Avenida Chile, outra importante via da região, mas que não tem tanto charme quanto o antigo endereço. O Cacique de Ramos sai nos dias 11, 12 e 13.

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