Número de crianças em creches chega a 33,9% no Brasil

O número de crianças de zero a 3 anos frequentando escolas ou creches avançou 24,5 pontos percentuais de 2000 a 2022, passando de 9,4% para 33,9%. Já na faixa de 4 a 5 anos de idade, no mesmo período, a elevação foi de 35,3 pontos percentuais, passando de 51,4% para 86,7%. É o que aponta o Censo Demográfico 2022 Educação, divulgado nesta quarta-feira (26), pelo IBGE.
O estado com maior frequência à escola ou creche de 0 a 3 anos foi São Paulo, com 49,2%. Já a menor taxa foi encontrada no Amapá, com apenas 12%. A pesquisadora do IBGE Juliana Souza de Queiroz chama a atenção para a discrepância regional neste resultado.
“Quase todas as regiões do Nordeste, com exceção de Tocantins, têm uma taxa de frequência escolar bruta para 0 a 3 anos inferior a 18%. Então tem uma discrepância muito grande destas taxas, para, por exemplo, São Paulo”.
Na faixa etária seguinte, de 4 a 5 anos de idade, a maior taxa foi registrada no Piauí, com 94,6%. A menor taxa também ocorreu no Amapá.
Entre os 5.570 municípios brasileiros, apenas em 646 a taxa de frequência escolar das crianças de 0 a 3 anos alcançava ao menos de 50%, patamar definido na Meta 1 do Plano Nacional de Educação. Em 325 municípios, esse indicador estava abaixo de 10%, incluindo 31 municípios onde nenhuma criança de 0 a 3 anos frequentava escola ou creche.
Já na análise por sexo da população, os homens têm vantagens apenas no grupo de 0 a 3 anos de idade, como explica a pesquisadora Juliana Souza de Queiroz.
“As mulheres têm uma superioridade na taxa de frequência em relação aos homens, com exceção da inicial, de 0 a 3 anos, em que os homens tem uma leve superioridade. Essa diferença fica mais acentuada no último grupo, 18 a 24 anos, que ainda fica uma diferença de 4 pontos percentuais”.
Na distribuição por cor ou raça, os grupos amarelo ou branco apresentaram os maiores índices, enquanto os indígenas registraram as menores taxas.
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


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