As mulheres correspondem a mais da metade da população brasileira e também já são a maioria do eleitorado do país. Nos 57 municípios onde haverá segundo turno das eleições, 54% dos eleitores aptos a votar são do sexo feminino, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Maceió, a capital de Alagoas, tem a maior quantidade de mulheres eleitoras do total de votantes da cidade (55,46%).
Apesar disso, as mulheres ainda são minoria nos cargos eletivos. De acordo com o TSE, ainda é um desafio fazer com que os partidos entendam a importância da inclusão delas e cumpram a obrigatoriedade de, pelo menos, 30% de participação feminina.
Mariana Fonseca é mestranda em Ciência Política e coordenadora de conteúdo da organização não-governamental Elas No Poder, que trabalha para tornar as campanhas femininas mais competitivas e preparadas. Para ela, é preciso dar mais visibilidade às candidatas mulheres.
Hoje as mulheres são maioria dos eleitores, mas o direito ao voto do sexo feminino só foi possível com muita luta, e é uma conquista recente do ponto de vista histórico. Foi em 24 de fevereiro de 1932 que o Código Eleitoral Brasileiro assegurou o voto às mulheres, e ainda assim com restrições: apenas as casadas, com a autorização dos maridos; e as viúvas com renda própria.
Dois anos depois, em1934, o voto feminino passou a constar na Constituição Federal.

Bianca Paiva
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