TRE: falta de policiamento e risco de ataque adiaram eleição em Macapá

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, Rommel Araújo, disse nessa quinta-feira que a falta de policiamento e uma possível atuação de organizações criminosas no dia do pleito foram os motivos para o adiamento do primeiro turno das eleições em Macapá.
Há 10 dias, mais de 750 mil pessoas sofrem com a falta de energia, que desencadeou outros problemas graves, como a falta de água potável. Os serviços estão sendo restabelecidos aos poucos, mas a população, principalmente de bairros mais pobres, sofre sem água potável e com perda dos alimentos perecíveis.
O apagão tem causado revolta e diversos protestos. Segundo o Governo do Amapá, quase 80 manifestações foram registradas em Macapá e na cidade vizinha, Santana.
Além disso, o presidente do TRE afirmou que recebeu informações de agências de inteligência federais sobre riscos à segurança de eleitores e locais de votação, por causa de uma possível ação de facções criminosas.
Junto ao alerta, o tribunal foi informado que a Polícia Militar não tinha condições de garantir o policiamento, diante do grande número de policias afastados por causa da Covid-19 e precisaria de mais de 100 agentes.
Mas por que só adiar as eleições em Macapá? O presidente do TRE, Rommel Araújo, explicou.
O Tribunal Superior Eleitoral atendeu ao pedido do TRE e confirmou o adiamento da votação de domingo na capital do Amapá.
Em sessão nessa quinta-feira, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, ressaltou que todo o processo deve ser finalizado até 27 de dezembro.
Rommel Araújo afirmou que a ideia inicial era realizar o primeiro turno das eleições de Macapá no dia 29 – quando ocorre o segundo turno nas demais cidades brasileiras. Porém, a data tem impedimentos técnicos.
O senador Randolfe Rodrigues informou que pretende ajuizar ação para que o adiamento ocorra em todos os 13 municípios afetados pelo apagão.




