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PM é indiciado pela morte da estudante Maria Eduarda em escola no Rio

Rio de Janeiro
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Lígia Souto
27/06/2017 - 16:42
Rio de Janeiro

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu que a menina Maria Eduarda Alves da Conceição foi vítima de homicídio doloso.

 

Ela foi morta durante uma aula de educação física, em março, na Escola Municipal Daniel Piza, em Acari, na zona norte do Rio.

 

Segundo informou nesta terça-feira (27) o delegado Breno Carnevale, o policial militar Fábio de Barros Dias assumiu o risco de causar a morte da estudante ao atirar contra suspeitos que estavam na frente de uma escola, e, por isso, o inquérito apontou homicídio doloso, na modalidade dolo eventual.

 

Segundo a perícia, o corpo de Maria Eduarda apresentava seis perfurações, causadas por fragmentos de balas que se chocaram contra a grade da escola e se partiram. O exame de balística confirmou que o disparo partiu da arma de um dos policiais militares que atuavam no local.

 

Segundo o delegado, no momento em que Maria Eduarda foi atingida, os policiais haviam atirado sem que qualquer disparo fosse feito na direção deles pelos suspeitos.

 

Como apenas um policial baleou a estudante, o outro investigado foi inocentado.

 

Os dois PMs, no entanto, foram indiciados pelo homicídio doloso dos dois suspeitos que eram alvo da operação.

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