Pesquisa do IBGE evidencia agravamento da desigualdade social

Publicado em 03/12/2021 - 12:46 Por Solimar Luz - Repórter da Rádio Nacional - Rio de Janeiro

A crise sanitária provocada pelo coronavírus em todo o mundo tem mostrado o agravamento da disparidade pelas diferenças sociais, refletindo também na economia dos países.

Dados da pesquisa “Síntese de Indicadores Sociais de 2020, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, apontam que no Brasil, o nível de ocupação foi o menor da série histórica, iniciada em 1998: 51%. Entre os jovens, na faixa entre 14 e 29 anos, esse indicador caiu de 48 para 40%, de 2019 para 2020. 

No mesmo período, ainda que a taxa de informalidade tenha caído de 41,1% para 38,8%, a sondagem sinaliza que as populações pretas e pardas ainda são maioria nesse indicador. Em 2020, esses brasileiros representavam 44, 7% da população em atividades informais, ante 31,8% da população branca.

Ainda segundo a pesquisa do IBGE, em média, a população ocupada branca em 2020 tinha um rendimento médio real 73,3% maior que dos trabalhadores pretos ou pardos. As diferenças também se refletem no recorte de gênero: o rendimento dos homens era 28,1% maior que o das mulheres no ano avaliado.

Com a pandemia, 18,6% dos trabalhadores foram afastados do trabalho. Esse afastamento foi maior entre as mulheres: 23,5%, enquanto entre os homens ficou em 15%.

A pesquisa também mostra que de 2019 para 2020, as proporções da população na extrema pobreza e na pobreza, no Brasil, segundo as linhas do Banco Mundial, recuaram. No entanto, a analista do IBGE, Bárbara Cobo, ressalta que sem os benefícios dos programas sociais, a proporção de pessoas na pobreza e na extrema pobreza teria aumentado ainda mais.

O estudo mostra, ainda, que aproximadamente 10% da população do país vivia em domicílios sujeitos a inundação. Na região metropolitana do Rio de Janeiro, por exemplo, 28,2% da população vivia nesta situação, o maior percentual entre as áreas urbanas das capitais brasileiras. E 26,2%dos trabalhadores demoravam mais de uma horas para chegar ao local de trabalho. Seguido por São Paulo com 22,8%, e Belo Horizonte, com 16,5% dos trabalhadores levando mais de uma hora para chegar ao trabalho.

 

Edição: Vitoria Elizabeth / Marizete Cardoso

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