O Ministério Público Federal ouve nesta segunda-feira o depoimento de William da Silva, pai da menina Heloisa Santos Silva, de 3 anos, atingida por disparos feitos por um agente da Polícia Rodoviária Federal no carro em que ela estava com a família.
A abordagem aconteceu na noite da última quinta-feira, no Arco Metropolitano, altura de Seropédica, na Baixada Fluminense.
A família voltava para casa, em Petrópolis, na região serrana do estado, depois de passar o dia com parentes, no município de Itaguaí, também na Baixada.
O procurador Eduardo Santos de Oliveira Benones, que coordena o controle externo da atividade policial, quer saber detalhes do que aconteceu antes, durante e depois da abordagem da PRF. Na versão dada pelos agentes, em depoimento à Polícia Civil, os disparos foram feitos após um dos integrantes da equipe escutar um tiro. Eles disseram, ainda, que o veículo da família consta como roubado no sistema do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Os três agentes, que foram afastados das funções operacionais, também serão chamados a depor no MPF.
O procurador Benones enfatizou que a investigação do Ministério Público será encaminhada à justiça federal para as providências, inclusive com a condenação criminal dos culpados.
A menina Heloisa foi atingida por dois tiros: um na cabeça e outro no ombro. Segundo o boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira (11) pelo Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, ela passou por cirurgia e segue sedada e intubada. Seu estado de saúde é considerado gravíssimo.
A Polícia Rodoviária Federal informou que ofereceu assistência psicológica e logística para que a família possa se descolar da residência, em Petrópolis, até o hospital, na Baixada Fluminense.
Representantes das comissões de Direitos Humanos da OAB e da Assembleia Legislativa do estado estão acompanhando o caso.
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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo"
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