Polícia prende suspeito de assassinar advogado no Rio

Publicado em 05/03/2024 - 11:36 Por Cristiane Ribeiro - Repórter da Rádio Nacional - Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta terça-feira (5), Cezar Daniel Mondego de Souza. As investigações apontam que ele é a terceira pessoa suspeita de envolvimento no assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, morto com ao menos 10 tiros, no último dia 26 de fevereiro, no centro da capital, em plena luz do dia.

Outros dois suspeitos de participação no crime estão sendo procurados. São eles o policial militar Leandro Machado da Silva, lotado no Batalhão da PM em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e Eduardo Sobreira Moraes.

De acordo com a Polícia Civil, Cezar e Eduardo foram responsáveis pela vigilância e monitoramento do advogado nos dias que antecederam o assassinato e horas antes do crime.

A dupla usava um carro Gol branco, parecido com o dos executores, flagrado por câmeras de segurança. O carro foi entregue para Eduardo pelo PM Leandro Machado. Os investigadores afirmam que Leandro é o responsável por coordenar toda a logística do crime.

O PM já tem histórico de prisão pela prática de homicídio e por integrar uma milícia em Duque de Caxias.

A prisão temporária de Cezar foi realizada por agentes da Delegacia de Homicídios da capital e determinada pelo plantão judiciário do Tribunal de Justiça.

A Polícia Civil segue na apuração para identificar demais envolvidos e a motivação do crime.

Rodrigo Marinho Crespo foi alvejado por tiros às 17h15 do último dia 26. Ele tinha acabado de sair do escritório Marinho & Lima Advogados, do qual era um dos sócios, e caminhava pela calçada em frente ao prédio, a poucos metros da sede da OAB fluminense. Na mesma rua ficam o Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado.

Rodrigo Marinho Crespo tinha ampla experiência em direito civil empresarial e em direito processual civil.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Polícia Militar informou que o PM Leandro Machado já estava afastado do serviço nas ruas, pois responde a um outro inquérito por participação em organização criminosa, tendo sido preso preventivamente em abril de 2021.

A corporação acrescenta que a Corregedoria Geral já havia instaurado um procedimento administrativo disciplinar em relação ao policial, que pode terminar em sua expulsão.

 

Edição: Vitória Elizabeth/ Marizete Cardoso

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