Ponte Rio-Niterói completa 50 anos nesta segunda

Publicado em 04/03/2024 - 12:46 Por Fabiana Sampaio - Repórter da Rádio Nacional - Rio de Janeiro

Cinquentenária. A maior ponte da América Latina e uma das 15 maiores do mundo completa meio século nesta segunda-feira (4). Inaugurada em 1974, erguida sobre as águas da Baía de Guanabara ajuda a compor um dos principais cartões postais da cidade. Foram 5 anos para construir a via que liga a cidade do Rio de Janeiro ao município de Niterói, além da Região dos Lagos e do litoral norte fluminense. Antes da ponte existir, era preciso contornar a baía de guanabara por via terrestre, num trajeto de 100 km. A outra opção era por balsa via mar.

Mas a construção dessa imponente estrutura teve início num dos capítulos mais tristes da história do país. Apesar da ideia de uma ponte suspensa para ligar as duas cidades remontar ao período imperial, e do projeto ter sido iniciado em 1963, ela só começou a ser de fato construída em 1969, logo após a edição do Ato Institucional Número 5, o mais duro da ditadura militar. 

A coordenadora de Memória, Verdade e Justiça do Instituto Vladimir Herzog, Lorrane Rodrigues, pontua que a construção de grandes obras como essa era uma forma de o regime militar atrair simpatia da população, ao mesmo tempo em que endurecia a violência, censura e repressão contra seus opositores. 

Lorrane Rodrigues observa que o processo de construção da ponte foi permeado por denúncias de violações encobertas pela ditadura.

A ponte acabou sendo batizada com o nome do presidente Artur da Costa e Silva, que autorizou a construção da estrutura. Ao longo dos anos, houve várias tentativas de mudança do nome da estrutura histórica.  

A ultima tentativa foi protocolada em 2021 pelo deputado Chico Dangelo e propõe que a ponte leve o nome do humorista Paulo Gustavo, nascido em Niterói e que morreu durante a pandemia de covid-19. 

Lorrane Rodrigues avalia a resistência à retirada de nomes de ditadores de vias, construções e monumentos. 

Ainda que nascida em um passado obscuro da história brasileira, envolvida em muitas controvérsias, é inegável o legado dessa obra faraônica. Segundo a Ecoponte, concessionária que administra a via, diariamente, transitam por ela cerca de 150 mil veículos. Somente em 2022, 54 milhões de veículos cruzaram a hoje cinquentenária ponte Rio-Niterói.

Edição: Rádio Nacional/ Marizete Cardoso

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