MPF investiga fakenews sobre atuação do Exército em aldeias no MT

Informações falsas circularam em redes sociais

Publicado em quarta-feira, 19 Agosto, 2020 - 16:09 Por Anna Luísa Praser - Brasília

O Ministério Público Federal abriu inquérito para investigar notícias falsas envolvendo a atuação do Exército Brasileiro entre indígenas Xavantes no Mato Grosso.

A fakenews seria de que a força brasileira aplicaria uma vacina nos membros dessa etnia e que provocaria a morte desse povo. Essas informações circularam principalmente pelas redes sociais. Placas nas entradas de diversas Terras Indígenas confirmam que o boato teve longo alcance.

A investigação será conduzida pelo procurador da República Everton Pereira Aguiar Araújo, titular do 1° Ofício em Barra do Garças, Mato Grosso.

De acordo com a investigação, as ações de saúde no estado, combinadas entre a Sesai - Secretaria Especial de Saúde Indígena - e lideranças Xavantes, foram negadas por indígenas da aldeia Namunkurá.

Situação semelhante aconteceu nas Terras Indígenas de Maraiwatsédé, inclusive com relatos de comportamento agressivo entre os indígenas e a negação da presença do Exército no local, o que impediu que os oficiais prosseguissem com as ações, já que a maior parte dos profissionais de saúde eram militares.

Em Sangradouro, foi preciso a presença do Ministério Público, do secretário especial de Saúde Indígena e do presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Xavante para que as ações de saúde fossem mantidas. Também houve relatos de animosidade no território de Pimentel Barbosa.

Em nota, o MPF defendeu que a propagação de fakenews tem o poder de gerar nas comunidades indígenas postura antivacina, o que coloca os Xavantes em uma situação de extremo risco e vulnerabilidade.

O órgão disse ainda que as notícias falsas colocam os membros da comunidade indígena contra agentes do Estado e prejudicam atuações institucionais legítimas, voltadas à salvaguarda dos direitos constitucionalmente assegurados aos povos indígenas, realizadas por instituições como MPF, Funai, Sesai e Forças Armadas.

 

Edição: Adrielen Alves

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