Meio Ambiente classifica como inaceitável aumento do desmatamento

Publicado em 22/11/2021 - 22:20 Por Kariane Costa - Repórter da Rádio Nacional - Brasília

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, afirmou que o avanço do desmatamento ilegal no Brasil é hoje a principal fragilidade do país em relação às mudanças climáticas no mundo. Ele classificou o aumento do desmatamento na Amazônia como inaceitável e afirmou que o governo será mais severo em relações a crimes contra o meio ambiente.

O ministro se referiu aos dados divulgados na semana passada pelo Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Os números mostram que o desmatamento na Amazônia no último ano foi o maior desde 2006.

Joaquim Leite deu a declaração durante uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, em Brasília, no Palácio do Itamaraty, acompanhado dos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e das Relações Exteriores, Carlos França. Os três fizeram um balanço e repercutiram a participação do Brasil na COP26, conferência do clima organizada pelas Nações Unidas neste mês na Escócia.

O ministro do Meio Ambiente rebateu as críticas de que o Brasil não apresentou esses números do desmatamento durante o evento e argumentou que a delegação brasileira desconhecia os dados. Na coletiva, os três ministros reafirmaram os compromissos assumidos pelo país na COP26, como o fim do desmatamento ilegal até 2028. Também criticaram a proposta do Parlamento da União Europeia de barrar a importação de produtos cultivados em áreas onde há desmatamento.

Para Tereza Cristina, trata-se do que ela chamou de “protecionismo climático” e isso pode afetar produtos que não têm ligação com o crime ambiental, como o cacau. O chanceler Carlos França afirmou que é preciso evitar a todo custo medidas como essa.

Ainda segundo o ministro do Meio Ambiente, o Brasil será o maior beneficiário individual do novo mercado de carbono, estimado em 50 bilhões de dólares. Joaquim Leite disse que os recursos vão bancar projetos de energia renovável e agricultura sustentável, além de outras ações para beneficiar o meio ambiente.

Edição: Bianca Paiva / Beatriz Arcoverde

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