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Inovação

Astrônomos divulgam primeiras imagens de buraco negro da Via Láctea

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Adrielen Alves - Repórter da TV Brasil
12/05/2022 - 16:00
Brasília
 Observatório Europeu do Sul (ESO)
© Divulgação/ Observatório Europeu do Sul (ESO)

Sagitário A*. Este é o buraco negro localizado ao centro da nossa galáxia, Via Láctea, e pela, primeira vez, traduzido em uma imagem.

É a primeira evidência visual da existência deste objeto compacto e supermassivo, possível graças ao trabalho conjunto de uma equipe internacional de pesquisadores, chamada Colaboração Event Horizon Telescope (EHT).

Para isso, utilizaram oito radiotelescópios espalhados por diversos pontos do globo terrestre. A partir das imagens captadas, do que simularia um supertelescópio do tamanho da Terra, e da justaposição e da média dos registros, chegou-se à imagem do buraco negro da Via Láctea.

De acordo com comunicado do ESO - Observatório Europeu do Sul, embora não seja possível avistar o buraco negro em si, ‘’o gás brilhante que o rodeia revela uma assinatura inconfundível:

Para o feito divulgado neste 12 de maio, foram cerca de cinco anos desde a captação das imagens feitas em 2017, mais de 300 profissionais de 80 instituições de diversos países, tecnologia avançada com supercomputadores que analisaram e combinaram dados, além de uma rede mundial de radiotelescópios e colaboração de observatórios no Chile, como o Alma, e na Europa.

O anúncio sobre o buraco negro no ‘’coração’’ da Via Láctea, a cerca de 27 mil anos-luz da Terra, foi realizado na Alemanha, mas mobilizou cientistas e imprensa do mundo todo, assim como em 2019, quando foi anunciada a primeira imagem de um dos objetos mais enigmáticos do Universo, o M87*.    

A astrofísica Thaisa Storchi Bergmann, membro da ABC – Academia Brasileira de Ciências - destaca o empenho das equipes e da tecnologia utilizada e diz que este anúncio abre portas para avanços nas pesquisas.

A cientista reconhecida internacionalmente e que se diz caçadora de buracos negros descreve a emoção de conseguir visualizar o Sagitário A*.

Segundo o ESO, os trabalhos da colaboração de pesquisadores continuam em 2022, com expectativa para imagens ainda mais detalhadas e quem sabe até filmes, em um futuro próximo.  

 

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