Marun: governadores em dívida com bancos públicos terão que pedir apoio à reforma da Previdência

Reforma da Previdência

Publicado em 26/12/2017 - 21:15 Por Samanta do Carmo - Brasília

O Palácio do Planalto vai pressionar governadores que esperam liberação de empréstimos e financiamentos em bancos públicos. Eles terão de convencer parlamentares a apoiarem a reforma da Previdência. A informação foi confirmada pelo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, em conversa com a imprensa, na tarde desta terça-feira (26).

 

Marun, que já havia se reunido com o presidente Michel Temer antes do anúncio, disse que liberação de recursos por bancos públicos são ações de governo. Para o ministro, não se trata de chantagem.

 

Sonora: “Eu não entendo que seja uma chantagem o governo atuar. O governo espera que aqueles governadores que têm recursos a serem liberados, financiamentos, serem liberados. O governo espera desses governadores uma reciprocidade, no que tange à reforma da Previdência.”

 

O ministro afirmou também que os governadores vão colher resultados nas urnas com a liberação desses recursos e, por isso, avaliou que a ajuda deva render contrapartida.

 

O professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB) David Flescher comenta que esse tipo de atitude tem sido comum em todos os governos.

 

Sonora: “A política é assim. Toma lá, dá cá. E o governo tem feito isso intensamente, com os próprios deputados. Então, eu encaro isso como uma coisa natural da política brasileira. É assim, sempre foi assim. Na política, a ética, muitas vezes, é secundária.

 

Nesta quarta-feira (27), Temer e Marun terão outra reunião, com a presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para afinar a estratégia que será usada a partir de janeiro para garantir a aprovação da reforma da Previdência.

 

O projeto tramita no Congresso desde o início de deste ano. O texto ainda não está fechado, mas a principal regra é o aumento da idade mínima para a aposentadoria para 62 anos, no caso de mulheres, e 65 para homens.

 

Uma regra de transição será aplicada para isso. A idade mínima para os trabalhadores privados será de 53 anos para mulheres e 55 para homens, a partir da aprovação do projeto. Essa idade sobe a cada dois anos, até atingir 62 e 65 anos em 2036. Além disso, os trabalhadores terão de trabalhar 30% a mais do tempo que ainda resta para alcançar o direito à aposentadoria.

 

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