Partido vai ao STF contra projeto sobre abuso de autoridade; aprovação repercute no meio jurídico

Aprovado na Câmara

Publicado em 15/08/2019 - 22:14 Por Kariane Costa - Brasília

O partido NOVO entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para questionar a votação que aprovou regras contra o abuso de autoridade.


O projeto prevê a criminalização de algumas condutas de magistrados, membros do Ministério Público e policiais.


O partido argumenta que havia quórum suficiente para uma votação nominal quando foi solicitada. Já Rodrigo Maia, que estava presidindo a sessão, negou que o pedido tenha sido feito no prazo regimental.


O desentendimento com o presidente da Câmara gerou tumulto quando anunciado o resultado, já que a votação foi simbólica, e o texto, aprovado.


A proposta é vista pela maioria dos deputados como uma maneira de pressionar a Lava Jato e impedir excessos por parte de juízes, policiais e procuradores.


Quem comentou e defendeu o projeto de Lei nesta quinta, em Brasília, foi o ministro Gilmar Mendes.


Para o ministro, a atualização da lei é um remédio necessário para combater abusos.


“O Estado de Direito é aquele em que ninguém é soberano. É fundamental ter essa visão. Então na medida em que alguém está se achando soberano e acima de tudo, isso já não é Estado de Direito”.


Na tarde desta quinta-feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, divulgou nota onde disse que ninguém é a favor de abusos, mas que o projeto precisa ser bem analisado para verificar se não pode prejudicar a atuação regular de juízes, procuradores e policiais.


Para a Associação Nacional dos Juízes Federais do Brasil e a Associação dos Magistrados Brasileiros, o texto coloca em xeque a independência do Judiciário e intimida a atuação da magistratura. A entidade questionou por que o projeto foi aprovado em regime de urgência na Câmara, após passar mais de dois anos parado e sem debate com o parlamento - que foi renovado nas eleições de 2018.


Já a Frente Associativa de Magistratura e do Ministério Público publicou uma nota em que se diz indignada com a aprovação do Projeto de Lei sem discussão ou audiências públicas, e aponta que existem falhas e impropriedades que inibem a atuação do Poder Judiciário e prejudicam o desenvolvimento de investigações, permitindo o avanço da impunidade.


O projeto de abuso de autoridade já tinha sido aprovado pelo Senado, e será encaminhado para sanção ou veto presidencial.

Últimas notícias
Saúde

OMS abre consulta para mudar nome da varíola dos macacos

A nomeação das espécies de vírus é de responsabilidades do Comitê Internacional de Taxonomia de vírus

Baixar arquivo
Saúde

Diabetes gestacional pode trazer mais riscos na hora do parto

O problema ocorre devido a mudanças hormonais que a mulher sofre durante a gestação

Baixar arquivo
Justiça

Termina quinta-feira o prazo para requerer voto em transito

Podem requerer o benefício os eleitores que não poderão estar no domicílio eleitoral no dia da votação, que será em 2 de outubro, para o primeiro turno; e 30 de outubro, onde houver segundo turno.

Baixar arquivo
Política

Eleições 2022: enquetes e sondagens estão proibidas

O tribunal define enquete ou sondagem como levantamento de opiniões sem a utilização de um método científico

Baixar arquivo
Educação

Prouni 2022: prazo para documentação vai até 24 de agosto

A apresentação da documentação pode ser feita presencialmente ou virtualmente a depender da instituição de ensino

Baixar arquivo
Pesquisa e Inovação

Exoesqueleto robótico auxilia a recuperação do movimento das pernas

A ideia do ExoTAO é o de ser uma órtese inteligente, um exoesqueleto robótico que ajude pessoas que perderam o movimento das pernas a recuperarem a capacidade de locomoção.

Baixar arquivo