Por falta de insumo, Fiocruz adia entrega da vacina de Oxford

Princípio ativo contra a Covid-19 vem da China, mas está retido

Publicado em terça-feira, 19 Janeiro, 2021 - 21:47 Por Victor Ribeiro - Brasília

A Fiocruz adiou para março a entrega dos primeiros lotes da vacina desenvolvida em parceria com a universidade inglesa de Oxford e com a farmacêutica AstraZeneca. O motivo é o atraso na entrega do IFA, o Ingrediente Farmacêutico Ativo, pela AstraZeneca. O insumo está retido em uma empresa na China.

A expectativa era que os primeiros lotes da vacina chegassem na semana do dia 8 de fevereiro.

Em nota, a Fiocruz informou que o cronograma de produção será detalhado assim que a data de chegada do IFA estiver confirmada. Mesmo assim, a instituição manteve o compromisso de entregar 50 milhões de doses até o mês de abril, mais 100 milhões até julho e outras 110 milhões de doses no segundo semestre.

O problema é semelhante ao que ocorre com 2 milhões de doses da mesma vacina, fabricadas pelo Instituto Serum, na Índia, e com o IFA para a produção de mais doses da CoronaVac no Instituto Butantan.

Em um vídeo divulgado nessa terça-feira pelo Ministério da Saúde, o ministro Eduardo Pazuello afirmou que o país está se esforçando para liberar as vacinas.

Quanto à Índia, o ministro da Saúde informou nessa segunda-feira que as negociações estão em curso e ele espera que as doses da vacina sejam liberadas ainda esta semana.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, marcou para a manhã desta quarta-feira uma audiência virtual com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, para tentar garantir o envio imediato do IFA da CoronaVac. Só assim o Instituto Butantan será capaz de fabricar vacinas no Brasil e entregar até o mês de abril o total de 46 milhões de doses previstas no contrato com o governo federal.

E a Anvisa informou que vai responder até o dia 29 o segundo pedido de Autorização Temporária de Uso Emergencial apresentado pelo Butantan, para usar 4,8 milhões de doses da CoronaVac.

Diferente do primeiro pedido, que tinha 10 mil páginas, este tem 933 páginas. Em nota, a Anvisa informou que muitos documentos são iguais nas duas solicitações e, por isso, os técnicos da agência reguladora só devem se debruçar sobre o que for diferente. O objetivo é responder o mais rápido possível.

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