São Paulo registra primeira morte por superfungo Candida auris

Um superfungo causou a morte de um idoso de 73 anos no Hospital do Servidor Público de São Paulo (HSPE). Outros 12 casos foram confirmados desde o início deste ano na unidade, mas nenhum deles evoluiu para infecção.
Em nota, o Hospital do Servidor informa que identificou um caso do fungo Candida auris no dia 2 de janeiro. E acrescenta que notificou imediatamente a Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. E adotou todas as medidas de segurança e controle, como a manutenção de pacientes em quartos individuais, higienização intensificada e treinamentos para as equipes. Ainda segundo a nota, a unidade hospitalar informou que segue realizando coletas mensalmente, durante seis meses, para análise do cenário.
O caso é acompanhado pela Secretaria de Saúde, que informou que, em princípio, a causa da morte do paciente teria sido por complicações cirúrgicas e não causada pelo fungo.
No entanto, em um encontro online da Sociedade Paulista de Infectologia, o caso foi mencionado pelo presidente da entidade, Eduardo Medeiros. Segundo ele, o Candida auris infecta internados, principalmente em UTIs, como pacientes que fazem quimioterapia, e que estão com cateter venoso central para administração de medicamentos.
O superfungo Candida auris é multirresistente, e pode causar infecções invasivas e graves, com taxa alta de mortalidade. E ao contrário de outros tipos de fungo, este pode estar próximo ao doente, como no equipamento para soro, na grade da cama ou no termômetro. É preciso muita atenção na higiene do local e dos aparelhos. O infectologista explica por que.
"São poucas unidades de terapia intensiva, muito menos nas unidades de internação, aonde você faz a limpeza, higiene do ambiente, além dos equipamentos, muitas vezes glicosímetros, termômetros homens, medidores de pressão arterial, esfigmomanômetros, estetoscópio, vai de um paciente para o outro. As grades das camas. Esse é uma coisa que ninguém limpa, todo mundo põe a mão".
A eliminação do Candida auris é difícil, porque o fungo é resistente à maior parte dos germicidas hospitalares e as medicações antifúngicas. Por isso, o tratamento é complicado. Outro problema apontado pelos infectologistas é que poucos laboratórios no Brasil tem capacidade para identificar a espécie. Na descoberta de um caso de infecção pelo super fungo, a orientação é isolar o paciente.






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