Operação investiga desvio de recursos em 4 empresas públicas

Firmas de tecnologia teriam superfaturado contratos com as companhias

Publicado em 18/12/2020 - 15:43 Por Dayana Vítor - Brasília

Policiais federais foram às ruas do Distrito Federal, de São Paulo e de Minas Gerais nesta sexta-feira para cumprir mandados da terceira fase da Operação Circuito Fechado, que investiga suposto desvio de R$ 11,8 milhões em quatro empresas públicas.

Foram expedidos mandados de prisão preventiva e temporária e também de busca e apreensão, e o bloqueio de aproximadamente R$ 20 milhões. Duas embarcações foram apreendidas.

As investigações começaram depois que a coleta de provas da segunda fase da Operação Circuito Fechado, que ocorreu em setembro, revelou que a ação de uma quadrilha não estaria limitada apenas a supostos desvio no DNIT, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

Segundo a Polícia Federal, estaria havendo um esquema de fraudes em licitações para contratar empresas de tecnologia também na Capes, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, ligada ao Ministério da Educação; na Codevasf, Companhia de Desenvolvimento do Vale de São Francisco e do Parnaíba; na Caesb, Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal; e na Prodemge, Empresa de Tecnologia da Informação de Minas Gerais.

As apurações apontam, até o momento, que servidores públicos estariam criando demandas artificiais para serviços de programas de inteligência de negócios; e os membros das empresas de tecnologia ofereciam valores bem acima dos praticados no mercado, resultando nos desvios.

Procuradas pela reportagem, a Capes disse que enviou todas as informações solicitadas pela polícia e que espera que o caso seja esclarecido e os responsáveis punidos.

Já a Caesb afirmou que não foi notificada sobre a operação, mas que está à disposição para esclarecer os fatos.

A Codevasf, por usa vez, informou que está prestando todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes para a devida apuração dos fatos.

E a empresa de Tecnologia da Informação de Minas Gerais esclareceu que não foi informada da operação. Acrescentou que os fatos foram da gestão anterior, porém que está disposta a prestar os esclarecimentos necessários.

Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, falsificação de documento particular, corrupção ativa e passiva. Somadas, as penas podem chegar a mais de 40 anos de prisão.

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