Carla Zambelli é investigada por fraudar sistema eletrônico da justiça

Publicado em 02/08/2023 - 16:04 Por Leandro Martins - Repórter Rádio Nacional - São Paulo

A deputada federal Carla Zambelli, do PL de São Paulo, foi alvo da operação 3FA, da Polícia Federal, nesta quarta-feira (2). A ação envolveu mandados de busca e apreensão, no apartamento funcional e no gabinete da deputada, em Brasília, e também um mandado de prisão preventiva, em São Paulo, contra o hacker Walter Delgatti Neto, conhecido como o “hacker da Vaza Jato”.

Eles são investigados por suspeita de envolvimento em fraude no sistema eletrônico da Justiça, com o uso de credenciais falsas, obtidas de forma ilícita. O fato aconteceu entre os dias 4 e 6 de janeiro deste ano, quando foram inseridos, com fraude, no sistema do CNJ – Conselho Nacional de Justiça - e em outros tribunais do país, 11 alvarás de soltura de indivíduos presos, e um mandado de prisão também falso, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

No depoimento à Polícia Federal, nesta quarta (2), Delgatti Neto disse que recebeu pagamentos da deputada federal Carla Zambelli para prestar serviços cibernéticos, e que a parlamentar pediu que ele invadisse o telefone celular e o e-mail do ministro Alexandre de Moraes. Antes, a parlamentar teria solicitado a invasão à urna eletrônica ou aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral. Delgatti, porém, declarou não ter conseguido acesso aos sistemas eleitorais.

O hacker confirmou ter invadido o Banco Nacional de Mandados de Prisão, do CNJ, e apontou que a própria deputada redigiu o mandado falso de prisão contra Moraes.

Ariovaldo Moreira, advogado de Walter Delgatti, se disse surpreso com a prisão do cliente, e que ainda aguardava esclarecimentos sobre os motivos da ação policial, para tomar providências, como um pedido de soltura.

Carla Zambelli confirmou que foram apreendidos dois celulares, um HD e o passaporte dela. Sobre Delgatti, ela disse que tiveram poucos encontros, e que ele a teria procurado para oferecer serviços de informática ao PL.

Com o surgimento de indícios de possível envolvimento da deputada Carla Zambelli, que tem foro privilegiado, a ação passou para a competência do Supremo. 

Edição: Paula Castro / Alessandra Esteves

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