Com estabilização dos casos de covid-19, SP flexibiliza quarentena

Previsão é que as novas restrições fiquem em vigor por duas semanas

Publicado em 07/05/2021 - 15:04 Por Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil - São Paulo

O governo de São Paulo flexibilizou hoje (7) a quarentena contra o novo coronavírus no estado, estendendo o horário de funcionamento das atividades econômicas. A partir de amanhã (8) o comércio, restaurantes, bares e atividades culturais podem funcionar até as 21h, não somente até as 20h, como estava em vigor. A ocupação dos estabelecimentos pode chegar a 30% da capacidade, acima dos 25% que estavam permitidos.

As medidas são alterações da chamada fase de transição do plano do governo estadual de quarentena, adotada há três semanas, e não uma evolução para as etapas menos restritivas – laranja, amarela e verde. A previsão é que as novas restrições fiquem em vigor por duas semanas.

Segundo o governador de São Paulo, João Doria, a flexibilização foi possível devido a estabilização da pandemia nas últimas semanas. “Houve uma queda acentuada dos números de internações e óbitos. Os índices que medem a epidemia estabilizaram, porém em um patamar ainda elevado”, justificou durante o anúncio.

O coordenador executivo do centro de contingência da covid-19, João Gabbardo, destacou que com o novo patamar diário de novas internações, hospitais privados e filantrópicos puderam destinar os leitos reservados aos pacientes com o novo coronavírus para outras especialidades. Assim, apesar da ocupação de leitos ainda ser de 78%, na prática, ela é mais baixa em relação a capacidade total do sistema de saúde.

Em relação a capacidade máxima, Gabbardo disse que a taxa de ocupação de leitos está em 70%, ficando em 62% na Grande São Paulo. “Isso nos dá segurança e tranquilidade para que a gente possa avançar gradualmente, lentamente”, explicou.

Mortes e internações

Apesar da melhora nos indicadores, o estado de São Paulo se aproxima da marca dos 100 mil mortos pela covid-19. Segundo o balanço apresentado hoje, 99.989 pessoas foram vitimadas pela doença. Atualmente, 10 mil pessoas estão em unidades de terapia intensiva devido a doença e 11,2 mil internadas em leitos de enfermaria.

Edição: Valéria Aguiar

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