Que venha a Olimpíada!

JMM foram mais uma parada antes do destino: Tóquio 2020

Publicado em 27/10/2019 - 13:59 Por Igor Santos - Repórter da TV Brasil - Wuhan China

No Brasil, o termo esporte olímpico (utilizado para se referir às modalidades que não são o futebol) já entrega o grande objetivo de todos os envolvidos. Os atletas falam o tempo todo em "ciclo", que nada mais é do que o período de quatro anos entre uma edição da Olimpíada e outra. Desde 2016, no Rio, a cabeça deles já começou a planejar como chegar à Tóquio. Nos Jogos Mundiais Militares de Wuhan, na China, eles puderam se sentir mais perto. Não apenas fisicamente, claro, mas, principalmente, em termos de perspectivas.

É bom destacar que nem todos os atletas de ponta do Brasil são militares. Mas muitos são. 13 das 19 medalhas conquistadas no Rio há três anos vieram de atletas das Forças Armadas. E eles continuam representando uma fatia importante da nata do nosso esporte. Na China, quase todos os grandes nomes, sejam estabelecidos ou emergentes, justificaram a expectativa e o investimento com bons resultados.

Comparar-se com a China, país de imensas dimensões que já é uma potência no esporte não-militar, não é a melhor forma de avaliar o desempenho do Brasil. Em terceiro lugar (atrás também de outra gigante, a Rússia) nossa delegação foi muito bem. Campeões olímpicos como Rafaela Silva, no judô, e Bruno Schmidt (agora acompanhado por Evandro), no vôlei de praia, reafirmaram o alto padrão conquistando ouros. Arthur Zanetti, da ginástica artística, e Ana Marcela Cunha, da maratona aquática, outros nomes conhecidos pelos serviços prestados ao esporte olímpico brasileiro em competições consideradas de alto nível, também subiram ao pódio. Além disso, bons nomes surgem como possibilidades de explodir definitivamente em Tóquio. Darlan Romani, de 28 anos, foi ouro no arremesso de peso. Bia Ferreira, do boxe, de 26 anos, não conseguiu repetir o título mundial conquistado recentemente, mas levou a prata em Wuhan. Mais novo, Edival Marques, do taekwondo, conhecido como Netinho, pode tornar o apelido famoso no Brasil. Aos 22 anos, ele também levou o ouro na China. O revezamento 4x100m estilo livre masculino da natação do Brasil foi outro que ganhou o ouro, com atletas com idades entre 19 e 22 anos.

Em quase todos esses casos os atletas já possuem a vaga para Tóquio. Em termos de adquirir confiança e de fato se preparar, Wuhan certamente foi um passo importante. Uma escala determinante para um bom resultado no destino principal.

Edição: Fábio Lisboa

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