Bloco das Carmelitas comemora 25 anos com desfile no Rio

Publicado em 17/02/2015 - 14:14 Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

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O Bloco das Carmelitas desfilou hoje (17) pelas ruas de Santa Teresa, na zona sul do Rio de Janeiro, comemorando seus 25 anos. Segundo o coordenador Marco Aurélio Gonçalves, o bloco começou como uma brincadeira de amigos, que inventaram a história de freiras que fugiam do convento no sábado de carnaval e só voltavam na terça-feira. “Hoje elas estão voltando para o convento”, brinca.

O bloco reuniu foliões de todas as idades, de bebês de colo a idosos. Até o cachorro Luc foi para o Carmelitas, levado pela sua dona, Maria de Lourdes Cavalcanti. “Sempre trago o Luc. Ele adora. Ele tem 4 anos, mas desde que tinha 1 ano, quando eu o peguei, ele curte comigo o carnaval do Rio”, lembrou.

Para o músico Jerônimo da Cuíca, que integra a bateria do Carmelitas há cinco anos, o bloco é marcado pelo romantismo. “Aqui é um bairro muito interessante para namorar. A ideia é beijar na boca. As ladeiras e os cantinhos são ótimos para namorar, para você encontrar uma paixão”, disse.

O Bloco das Carmelitas participou neste ano da campanha da Organização das Nações Unidas Neste carnaval, perca a vergonha, não perca o respeito, que busca conscientizar o público de que as mulheres precisam ser respeitadas ao serem cantadas.

Foram distribuídas ventarolas que fazem três perguntas às mulheres: se ela foi paquerada, se a abordagem foi agressiva e se ela se sentiu constrangida. Caso a resposta seja não, a ventarola sugere a mensagem "Bloco que segue", indicando que não houve nenhum problema.

Caso a resposta para as três perguntas seja sim, a campanha aconselha a mulher a ligar para o Disque 180, disque-denúncia da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, que também apoia a campanha.

A designer Camila dos Santos, de 31 anos, disse que não levou nenhuma cantada que a deixasse constrangida, mas garantiu ter visto o fato acontecendo com outras pessoas. “Tem que ter um limite, não só no carnaval. O cara tem que ter consciência. A mulher falou não, pode até tentar mais uma vez com educação. Viu que não vai rolar, parte para outra, o mar está cheio de peixe”, disse.

Edição: Beto Coura

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