Atleta britânica vence maratona aquática em teste para Rio 2016

Em segundo lugar, com o tempo de 2h12m19s, a brasileira e bicampeã

Publicado em 23/08/2015 - 17:05 Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

 a brasileira Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de prata, a atleta da Grã Bretanha, Anne Payne, ficou com a medalha de ouro e a nadadora alemã Isabelle Harle ficou com o bronze

A brasileira Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de prata, a atleta da Grã Bretanha Anne Payne ficou com a medalha de ouro e a nadadora alemã Isabelle Harle ficou com o bronzeCristina Indio do Brasil/Agencia Brasil

O Aquece Rio Evento Internacional de Maratona Aquática, que começou ontem (22) com a prova masculina, terminou hoje (23) com a competição entre mulheres. Depois de completar o percurso de 10 quilômetros (km) do único evento-teste da modalidade para os Jogos Olímpicos Rio 2016, com o tempo de 2h12m18, a atleta da Grã Bretanha Anne Payne ficou com a medalha de ouro.

Em segundo lugar, com o tempo de 2h12m19s, a brasileira e bicampeã mundial Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de prata. A atleta alemã Isabelle Harle fez o tempo de 2h12m23s e levou para casa a medalha de bronze.

Na primeira metade da prova, Ana Marcela não estava entre as primeiras colocações, mas depois de completar a segunda das quatro voltas do percurso, começou a reação e passou a se destacar no pelotão da frente.

“Fui acompanhando, porque eu não queria perder o pelotão, como era o meu objetivo, e consegui fazer isso. No finalzinho, sobrou um pouquinho de força para dar um sprint [aumento de velocidade por parte do atleta, especialmente, no fim da prova], ainda. Na verdade, teve férias, e todo mundo sabia que seria meio sofrido nadar os 10 quilômetros hoje, mas está valendo”, analisou.

A atleta contou que, nos momentos finais, ficou confusa com o limite da raia de chegada e acabou reduzindo o ritmo para comprovar se estava dentro da área reservada, chamada de funil. Ainda assim, chegou com apenas um segundo de diferença da campeã.

“Achei que a gente estava fora do funil, como é obrigatório entrar no funil, eu parei para ver se estava certo. Perdi um pouco de tempo, mas não tem problema”, disse.

Ana Marcela ficou satisfeita com o resultado, já que só tinha conseguido treinar apenas uma semana. Depois de conquistar, no início de agosto, três medalhas, entre elas uma de ouro, no Campeonato Mundial de Kazan, na Rússia, ela tirou 15 dias de férias. Foi matar a saudade da família, que mora em Salvador. “Fui para casa, vi a família, curti, fui ao batizado do meu afilhado. Um monte de coisa que consegui fazer em pouco tempo. Sei que vou voltar lá ainda, mas estar de férias sem ter que treinar e ficar com a família foi muito bom para renovar as energias. Agradeci por tudo que conquistei e fiz pedidos também.”

Na chegada à cidade, Ana Marcela quis mesmo foi matar a saudade do sabor de algo muito típico da sua terra. “A primeira coisa que fiz quando cheguei na Bahia foi comer um acarajé. Não tinha como. Antes de ver a minha família, fui do aeroporto mesmo lá”, contou sorrindo.

A atleta brasileira Poliana Okimoto na prova feminina da maratona aquática em Copacabana, no Rio de Janeiro (Cristina Indio do Brasil/Agencia Brasil)

A atleta brasileira Poliana Okimoto na prova feminina da maratona aquática em Copacabana, no Rio de JaneiroCristina Indio do Brasil/Agencia Brasil

Já a campeã Mundial de Barcelona 2013, a brasileira Poliana Okimoto deixou a prova com pouco mais de uma hora de competição, por causa de uma dor na virilha. O supervisor técnico da seleção brasileira de maratonas aquática, Igor de Souza, informou que ela já estava com um incomodo no local, desde que terminou a participação nesta semana do troféu José Finkel, em São Paulo. Mesmo assim, resolveu participar da prova no Rio. Ele explicou que com a temperatura da água que estava em 18 graus Celsius (ºC), a dor aumentou e a atleta achou melhor sair da competição para não agravar o quadro.

“Ela falou que, durante a competição, sentiu um pouco a virilha e ficou com medo de essa lesão piorar e resolveu sair, porque já conheceu um pouco o percurso. Ela não está de férias. Nada agora, no final de setembro, nos jogos militares, ela é sargento do Exército, e depois vai para Hong Kong para a última etapa da Copa do Mundo. Só vai pegar férias em final de outubro e final de novembro”, revelou.

Igor de Souza afirmou que somente três países disputarão os Jogos Olímpicos de 2016 com três atletas, na maratona aquática. O Brasil, que já tem definida a participação de Ana Marcela Cunha, Poliana Okimoto e Allan do Carmo, os Estados Unidos e a Itália. Ele explicou que a delegação brasileira abriu mão da vaga, à que teria direito, por ser país sede e tentar a possibilidade de garantir um número maior de atletas no Rio em 2016. Por isso, resolveu lutar por mais vagas com classificação no mundial de Kazan, o que foi conseguido após classificar os nadadores entre os dez primeiros lugares. “Isso é uma grande vantagem: ter dois atletas competindo e, no nosso caso, ter duas atletas do mesmo nível ajuda, principalmente na chegada, para se defenderem dos ataques”, esclareceu.

A competição masculina ocorreu no sábado (22), e a premiação foi hoje. O japonês Yasunari Hirai ficou com medalha de prata, o brasileiro Allan do Carmo conquistou o ouro e o canadense Richard Weinberger ganhou o bronze

No masculino, o japonês Yasunari Hirai ficou com medalha de prata, o brasileiro Allan do Carmo, com o ouro e o canadense Richard Weinberger, com o bronzeCristina Indio do Brasil/Agencia Brasil

Depois da prova, os organizadores entregaram as medalhas, tanto para a final feminina quanto para a masculina, que foi realizada ontem. O brasileiro Allan do Carmo que conquistou a medalha de ouro disse que as condições do mar hoje estavam diferentes do sábado, mas isso faz parte das competições. “Acho que hoje o mar facilitou muito, mas isso é uma coisa da natureza, que a gente sabe que pode acontecer e de um dia para outro pode acontecer uma prova totalmente diferente. O evento-teste mostra isso não só para a organização, mas para nós atletas, porque a gente não sabe o que vai encontrar aqui em 2016. Se um mar calminho ou, aquele mexido, que estava aqui ontem”, analisou.

Edição: Maria Claudia

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